Ex-inspetor policial português diz que Madeleine McCann “foi congelada e depois cremada”

Waerfelu / Wikimedia

-

Gonçalo Amaral, o ex-inspetor da Polícia Judiciária (PJ) que foi afastado da investigação do caso do desaparecimento da inglesa Madeleine McCann, voltou ao local do crime para apresentar novas revelações sobre o sumiço da menina britânica, em 2007.

O inspetor, que foi o primeiro responsável pela investigação ao desaparecimento de Madeleine McCann em 3 de Maio de 2007, voltou à Praia da Luz, ao Ocean Club, no Algarve (região sul de Portugal), ao apartamento onde a criança, então com 3 anos, teria sido vista pela última vez, no âmbito de uma reportagem da CMTV.

Gonçalo Amaral fala abertamente de várias contradições do caso e defende a teoria da morte acidental de Madeleine, já cogitada por uma especialista criminal que fala em “negligência e medicação” alegadamente dada pelos pais.

O inspetor acredita que Kate e Gerry McCann são culpados da morte da criança e de ocultação de cadáver. Ele defende que a menina morreu no apartamento, de forma acidental, e que depois, os pais esconderam o corpo em uma arca frigorífica.

Amaral lembra, neste sentido, que os cães da polícia britânica encontraram o odor do cadáver e a sangue dentro do apartamento e de um carro usado pelo casal.

A seguir, de acordo com a versão que o ex-inspetor apresenta na CMTV, os McCann teriam cremado a criança escondida no caixão de outra mulher britânica. A possível cremação teria ocorrido em uma igreja local, onde os pais de Madeleine foram vistos rezando por várias vezes, dias depois do desaparecimento.

O ex-inspetor relata “informações” de que “três figuras” foram vistas entrando na igreja “por uma porta lateral” durante a noite.

“Eles tinham uma caixa e estava para acontecer uma cremação de uma mulher britânica. É possível que os restos da criança estivessem nessa caixa e que tenham sido cremados também”, sustenta Amaral, destacando que “os pais tinham a chave da igreja”.

O ex-coordenador da PJ, que foi afastado do caso ao sexto mês de investigação, relata também as pressões políticas de que a sua equipe foi alvo.

“Houve grande pressão política”, aponta ele, lembrando que a PJ, o Ministério Público e o governo português se sentiram “intimidados” pela pressão das autoridades do Reino Unido.

A teoria de Amaral é que o fato de o casal pertencer à “classe média/alta britânica” e de “os britânicos não gostarem que seus doutores façam porcaria no estrangeiro e que sejam condenados por isso”, tenha motivado uma suposta intervenção do próprio governo do Reino Unido na defesa dos McCann.

“Não se descarta um quadro superior da polícia para se defender um casal que é suspeito e que continua a ser, atualmente, suspeito de qualquer coisa, no mínimo de negligência na guarda dos filhos”, constata o ex-inspector.

Amaral nota ainda que “oito crianças dormiam sozinhas nos apartamentos”, destacando que “há crime de todos os casais” e não apenas dos McCann.

No último fim de semana, durante uma entrevista à BBC, no âmbito do 10º aniversário do desaparecimento de Madeleine, os McCann anunciaram que vão recorrer à justiça europeia contra Gonçalo Amaral, no âmbito da decisão do Supremo Tribunal de Justiça português que revogou a sentença que obrigava o ex-inspetor a pagar 500 mil euros (cerca de R$ 1,5 milhão) ao casal por causa do livro “Maddie: A verdade da mentira”.

// ZAP

COMPARTILHAR

DEIXE UM COMENTÁRIO:

Samsung pode ser beneficiada por tensão entre China e Índia

Enquanto os exércitos da China e da Índia se estranham na fronteira entre os dois países, quem pode sair ganhando com a rivalidade é uma empresa sul-coreana. A Samsung deve ser a principal beneficiada com o …

Com epidemia de Covid-19 controlada, Cuba inicia retomada do turismo internacional

Enquanto o coronavírus segue se propagando pelo continente americano, Cuba garante que a epidemia está controlada no país e reabre algumas praias ao turismo internacional. No total, país registrou pouco mais de 2.300 contaminações …

Pesquisadores encontram novos dados sobre época de Genghis Khan

Grande parte da vida de Genghis Khan permanece ainda um mistério, mas um novo estudo de pesquisadores da Austrália e Mongólia fornece novos dados sobre sua época. Genghis Khan, que teria vivido entre 1162 e 1227, …

Índia vê casos explodirem e vira um dos epicentros da pandemia

Com quase 700 mil casos de covid-19, a Índia ultrapassou a Rússia e se tornou nesta segunda-feira (07/07) o terceiro país mais atingido pela pandemia de covid-19 em todo o mundo. O Ministério da Saúde indiano …

Filho interrompe ao vivo de repórter para pedir biscoitos

Em mais uma das patacoadas do home-office, a jornalista Deborah Haynes da Sky News acabou sendo interrompida por seu filho, que fez um pedido bastante singelo para a mãe: ele queria alguns biscoitos. O vídeo foi …

Encontrados metais em crateras da Lua que podem dar pistas sobre sua formação

A hipótese mais aceita sobre a formação da Lua diz que ela surgiu após a colisão entre a Terra e um planeta do tamanho de Marte, chamado Theia. O suposto evento é chamado de “hipótese …

Coronavírus empurra Cuba de volta à crise

Apesar de a covid-19 estar sob controle no país, os problemas econômicos têm se agravado, e a já difícil situação de abastecimento se torna mais crítica. Segundo semestre deve ser ainda pior na ilha caribenha. Cuba …

Boicote ao Facebook: como a debandada de grandes anunciantes pode afetar sobrevivência da rede social

Boicotes podem ser extremamente eficazes: é o que o Facebook está descobrindo. No final do século 18, o movimento abolicionista encorajou o povo britânico a ficar longe de bens produzidos pelos escravos. Funcionou. Cerca de 300 …

Cientista conta quais formas de vida os humanos podem encontrar em Marte

A humanidade tem cada vez mais chances de conhecer outras formas de vida, conforme desenvolve suas capacidades de exploração espacial. Em Marte, poderemos encontrar organismos introduzidos por veículos espaciais e modificados sob influência das condições no …

O coronavírus do ocidente é uma versão mais perigosa do que a original

Esforços são realizados para identificar se o vírus SARS-CoV-2, causador da Covid-19, passou por mutações em relação ao primeiro identificado em Wuhan, na China, em dezembro do ano passado. Em abril, um estudo não revisado pelos …