
Edir Macedo, fundador da Igreja Universal, teria montado um rede de adoção ilegal em 1990
Os fiéis da Igreja Universal do Reino de Deus em Portugal afirmam que estão sendo vítimas de humilhações públicas, insultos e ameaças físicas e verbais depois de uma série de reportagens do canal português TVI, sobre processos de adoção da igreja, que sacudiu a mídia portuguesa há algumas semanas.
Quem frequenta a igreja em Portugal diz sofrer na pele o impacto das reportagens que revelaram um suposto esquema de adoções ilegais levado a cabo na década de 1990 pelo líder da igreja, Edir Macedo.
Segundo o Diário de Notícias (DN), após a divulgação da reportagem, um professora disse a uma criança de 7 anos que a Igreja Universal é a “igreja dos tolinhos”.
De acordo com o pai da criança, “a professora tinha conhecimento de que pratico a minha fé na Igreja Universal e teria feito comentários relacionados com a religião de forma crítica. Vivíamos no centro do país quando começou a série de reportagens e uma criança questionou a professora: ‘existe uma igreja que rouba os meninos?’ E a professora se dirigiu ao meu filho dizendo: “Teu pai pertence a essa igreja?“. Quando ele disse que sim, os colegas passaram a tratá-lo de forma indiferente. Deixou de ter vontade de ir à escola”.
A família apresentou queixa à direção da escola, mas acabaram se mudando para Lisboa. Os pais pretendem agora falar com a nova professora para evitar que a situação se repita.
Em outro caso relatado, duas mulheres de Almada (região metropolitana de Lisboa) receberam folhas com ameaças na caixa de correio. “Pessoas da minha família já não concordavam, agora com isso… deviam ter a coragem de pôr o nome. Tenho fé há 26 anos, provavelmente querem me desviar da fé”, diz uma das vítimas, com a certeza de que nada na questão das adoções é ilegal.
“Para mim, são boatos. Conheço a igreja há muito tempo, são pessoas que dizem a verdade”, cita outra vítima. Ela também recebeu cartas ameaçadoras e garante que muitas pessoas que tinha convencido a frequentar a igreja deixaram de ir. “Sou uma pessoa muito ativa para defender minha fé e toda esta situação me prejudica, pois sou muito conhecida em Almada”, denuncia.
O caso mais traumático é o do pai Paulo e a filha. Em uma visita a um bairro onde estavam divulgando a fé, depois de uma troca de palavras com um habitante, Paulo foi agredido com um soco. Não fizeram queixa, mas também não voltaram ao bairro.
À semelhança da maioria dos outros fiéis, Paulo não acredita nas notícias: “Há lá pessoas que conheço, já trabalhei com algumas. Conheço alguns dos jovens que foram adotados e não acredito que aquilo seja assim“.
Mas, quando se diz que também não tem provas do contrário, responde: “Quantos milhões de pessoas há na igreja? E somos todos burros? Como alguém está há 20 anos à espera para denunciar? Se fosse comigo, ia logo à polícia”.
As histórias de dúvidas e humilhações são muitas, conta o DN – como a de uma mãe e filha do norte do país europeu que foram agredidas pela família que as tentaram “difamar” aos vizinhos. Ou de uma mulher do Porto (norte de Portugal) que se diz insultada pelo marido e que saiu do trabalho onde estava porque a chefe a humilhava por participar na igreja.
Ninguém apresentou queixa às autoridades, mas todos apelam à liberdade religiosa.
Ciberia // ZAP
Liberdade religiosa é uma coisa a que todos têm direito. Liberdade para enganar e extorquir o próximo em nome de Deus, é outra. A IURD refinou essa forma de ladroagem sem vergonha querendo passar por santinhos. Assistir a uma “cerimonia” no canal de TV desta canalha, é a coisa mais confrangedora que se possa imaginar. Os pastores fazem “milagres”á fartazana, e enquanto o rebanho joga as mãos ao céu, em baixo, no roda pé das imagens vai rolando o numero da conta bancária onde os “fiéis” podem depositar o dizimo.
Ha anos atrás, venderam cornetas por um preço bem acima do plástico de que eram feitas. Quem não tivesse uma para soprar no dia do juízo final, estava tramado e ía direitinho para as brasas do inferno, e fico por aqui no que respeita este tipo de estratagemas “comerciais”.
A verdade é que só “tolinhos”, e pobres de espirito se deixam aldrabar voluntariamente, e no fim esperam o quê? não ser “ridicularizados” por vizinhos e família ? … A coisa é simples. Se não querem ser lobos (parvos), não lhes vistam a pele…
Só mais uma coisinha. Este tipo de vigarices, não foi inventado pela IURD. Ha muitos séculos que a coisa vem dando lucros.