Japão mata mais de 300 baleias “em nome da ciência”; 122 estavam grávidas

tombenson76 / Flickr

A baleia-anã está na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas

O Japão matou 333 baleias-anãs, das quais 122 estavam grávidas, no verão do ano passado, alegando que precisa fazer isso para pesquisa científica desses cetáceos.

Segundo o Live Science, 333 baleias-anãs foram mortas durante a caçada anual levada a cabo pelo Japão na Antártida, no verão do ano passado. Além disso, 122 dessas baleias estavam grávidas.

A expedição, supostamente realizada para “pesquisa científica”, também resultou na morte de 114 baleias que ainda não tinham atingido a maturidade, de acordo com o relatório divulgado pela International Whaling Commission.

O documento relata que os investigadores queriam recolher dados sobre a idade, tamanho e conteúdo estomacal destas baleias que vivem nos mares entre a Austrália e a Antártida.  Para isso, utilizaram arpões explosivos, um método controverso que resulta quase sempre na morte instantânea destes animais.

Os cientistas alegam que o assassinato se faz “em nome da ciência”, porém, de acordo com o Sydney Morning Herald, a verdade é que o país permite a venda de carne de baleia em mercados e restaurantes e planeja reviver sua indústria baleeira comercial.

O potencial de lucro, juntamente com imagens recentes de embarcações japonesas matando estes animais em um santuário australiano de baleias, provocaram a condenação internacional das brutais práticas de caça do Japão.

“O último relatório que mostra o assassinato de 333 baleias-anãs é uma triste acusação da caça às baleias no Japão”, afirma Alexia Wellbelove, da associação ambientalista da Humane Society International, citada pelo mesmo jornal.

“É mais uma demonstração, se necessário, da natureza verdadeiramente macabra e desnecessária das operações baleeiras, especialmente quando as pesquisas não letais já mostraram ser suficientes para as necessidades científicas”, acrescenta.

Em 2014, o Tribunal Internacional de Justiça considerou que o abate anual de baleias japonês era ilegal. No entanto, em vez de suspender o programa, o país retirou seu reconhecimento do tribunal como árbitro das disputas baleeiras e voltou a caçar em 2015.

De acordo com o Sydney Morning Herald, o Japão planeja caçar mais 4 mil baleias nos próximos 12 anos.

Ciberia // ZAP

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