“Jogamos por uma nação que nem sabe nossos nomes”: a revolta da seleção feminina alemã

A poucos dias do início da Copa do Mundo de futebol feminino, a seleção da Alemanha apresentou uma campanha importante para o debate sobre o machismo no esporte.

“Jogamos por uma nação que nem sabe os nossos nomes”, diz a mensagem da peça publicitária criticando os que insistem em desvalorizar conquistas do futebol feminino. E olha que a seleção alemã acumula sucesso depois de sucesso.

São oito títulos europeus, dois mundiais e de quebra um ouro olímpico vencido no Rio de Janeiro em 2016. As imagens mostradas na propaganda não deixam mentir. No entanto, insuficiente para brecar o preconceito. “Depois da nossa primeira vitória em um Mundial, nosso prêmio foi um serviço de chá“, recorda o vídeo.

As mulheres só servem para fazer bebês”, “deveriam estar lavando roupa”, são algumas das frases confrontadas pelas atletas da seleção da Alemanha.

Há espaço ainda para partir ao meio o conceito de masculinidade proliferado aos quatro ventos, “não temos bolas, mas sabemos usá-las”.  “Não se preocupem, vocês não precisam saber quem nós somos. Apenas o que queremos. Jogar nosso jogo”.

(dr)

Seleção de Futebol Feminino da Alemanha. “Não temos bolas, mas sabemos usá-las”

A propaganda é patrocinada pelo banco Commerzbank, e repercutiu bem.

O time alemão estreia em Paris sábado, dia 10, contra a China. No dia seguinte, às 10h30, o Brasil enfrenta a Jamaica em busca de título inédito. A Copa do Mundo será transmitida ao vivo em TV aberta.

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1 COMENTÁRIO

  1. Quanta frescura! Querem forçar a popularidade, obrigar as pessoas a reconhecê-las, como se o futebol fosse algo muito útil à sociedade.

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