Médica do Sírio é demitida após compartilhar dados sigilosos de Marisa

Wilson Dias / Agência Brasil

A ex-primeira dama Marisa Letícia com o ex-presidente Lula da Silva

A ex-primeira dama Marisa Letícia com o ex-presidente Lula da Silva

Foi demitida uma médica do Hospital Sírio-Libanês que compartilhou no WhatsApp mensagens de ódio e informações sigilosas do diagnóstico da ex-primeira-dama Marisa Letícia, horas depois de sua internação, há dez dias.

A ex-primeira-dama Marisa Letícia passou mal no apartamento onde vive em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, no dia 24 de janeiro. Ela chegou ainda consciente ao hospital e passou por cirurgia. Ela foi depois conduzida à UTI.

De acordo com apuração do jornal O Globo, horas após a internação de Marisa Letícia, a médica reumatologista Gabriela Munhoz, de 31 anos, teria vazado informações sigilosas do diagnóstico da esposa de Lula a um grupo de médicos amigos no WhatsApp.

Pelo chat, a médica confirmou que dona Marisa estava no pronto-socorro com diagnóstico de Acidente Vascular Cerebral hemorrágico de nível 4 na escala Fisher, um dos mais graves. A notícia se espalhou em outros grupos.

No dia de sua internação, o boletim médico divulgado pelo hospital falava em hemorragia cerebral por ruptura de um aneurisma, mas não continha detalhes do diagnóstico.

A mensagem foi compartilhada no grupo intitulado “MED IX”, numa referência à turma de formandos em Medicina de 2009 na Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, e rapidamente se espalhou em outros grupos de WhatsApp.

De acordo com o Código de Ética Médica, profissionais de saúde não podem permitir o acesso de terceiros a prontuários de pacientes.

Nas mensagens compartilhadas, a médica diz que Marisa ainda não tinha sido levada para a UTI, e um colega de Gabriela Munhoz, residente em urologia, comenta: “Ainda bem!“. A médica responde com risadas.

Outro médico do grupo, o neurocirurgião Richam Faissal Ellakkis, também comentou o quadro de dona Marisa. “Esses fdp vão embolizar ainda por cima“, escreveu.

O procedimento de embolização provoca o fechamento de um vaso sanguíneo para diminuir o fluxo de sangue em determinado local.

O Hospital Sírio-Libanês argumenta que a tomografia não foi realizada em sua unidade, por isso não teria partido do hospital. Na ocasião, divulgou nota afirmando que “zela pela privacidade de seus pacientes”.

Na noite desta quarta-feira (1), o Hospital emitiu nota oficial ao jornal O Globo, dizendo que a médica reumatologista foi demitida “por causa do compartilhamento de informações sigilosas”, embora não tenha informado a data em que isso aconteceu.

Ciberia // O Globo

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