O refugiado sírio Mohamed Ali Abdelmoatty Ilenavvy, de 33 anos, foi agredido em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, no fim de julho. Em um vídeo publicado nas redes sociais, um homem armado com dois pedaços de madeira agride verbalmente Mohamed Ali, que vende esfirras e doces sírios no bairro.
Por causa do triste ocorrido, o vereador Marcelo Arar ficou comovido com a situação e decidiu prestar uma homenagem ao trabalhador na última terça-feira na Câmara Municipal do Rio.
Acompanhado da mulher, a carioca Thais de Almeida, de 39 anos (rebatizada de Fátima ao se converter ao islamismo) e o filho do casal, Ali, de três meses, Mohamed ganhou uma moção honrosa (espécie de diploma). “Mohamed foi vitima de intolerância religiosa e preconceito. Isso não tem espaço no Rio”, disse Arar.
A história também chamou a atenção do empresário Guilherme Benedictis, que promove eventos com food trucks. Ele o convidou para participar dos seus espaços gratuitamente e vender seus produtos. “Ele terá espaço nos nossos eventos para vender produtos dele. Fiquei comovido com a história e resolvi ajudar”, explicou.
Mohamed continua a trabalhar em Copacabana, mas em outro trecho da Rua Santa Clara. Ele também ressaltou que considera o episódio um fato isolado, pois sempre foi bem tratado no Brasil e que pretende continuar a morar no Rio de Janeiro.
“Fiquei chateado com o que aconteceu, mas passou. O povo brasileiro é acolhedor. Estou muito sensibilizado, orgulhoso com essa homenagem”, disse Mohamed.