Novo míssil nuclear da Rússia é capaz de destruir todo o sul do Brasil

Yury Abramochkin / Sputnik

A empresa estatal russa de construção de mísseis Makeyev Rocket Design Bureau publicou essa segunda-feira (24), em seu site oficial, a primeira imagem do super pesado míssil balístico intercontinental RS-28 Sarmat.

O RS-28 Sarmat, mais conhecido como “Satan 2“, foi revelado depois de anos sendo alardeado pelo governo russo.

De acordo com a Sputnik News, a superarma nuclear tem uma carga capaz de destruir uma área “do tamanho do Texas”. Levando-se em conta que o estado americano possui 695.662 km², podemos concluir que essa carga é suficiente para destruir os três estados do sul do Brasil, mais o estado do Rio de Janeiro, de uma só vez.

A imagem do foguete foi publicada por designers do Makeyev Rocket Design Bureau.

“Em junho de 2011, o Ministério da Defesa da Rússia firmou um contrato para a criação do míssil Sarmat. Este sistema de mísseis estratégico está sendo desenvolvido para garantir a dissuasão nuclear efetiva e reforças as Forças Estratégicas da Rússia”.

(dr)

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Desenvolvido desde 2009, o RS-28 Sarmat foi projetado para substituir o antigo míssil soviético R-36M Voevoda (“Satan” segundo a classificação da OTAN), como o componente básico do potencial nuclear da Rússia.

O primeiro Satan foi desenvolvido durante a Guerra Fria, na década de 1970, quando a União Soviética alcançou paridade nuclear com os EUA.

A nova arma pode implantar ogivas de 40 megatons, cerca de duas mil vezes mais potentes que as bombas lançadas sobre Hiroshima e Nagaski em 1945.

Para torná-lo ainda mais assustador, o Satan 2 também é capaz de evadir defesas de radar e poderia viajar longe o suficiente para atacar as Costa Leste e Oeste dos EUA.

Logo, não é nenhuma surpresa que a notícia tenha abalado o país do norte da América, que já possui relações tensas com a Rússia.

Embora as nações tenham assinado tratados em 2010 restringindo o número de mísseis balísticos intercontinentais que podem manter em reserva, a Rússia disse que deve conservar uma dissuasão nuclear forte por causa do envolvimento militar dos EUA na Europa e como resposta à instalação de sistemas antimísseis ocidentais no Leste Europeu.

As ogivas do Sarmat terão uma série de contra-medidas destinadas a penetrar qualquer “escudo” antimíssil. Os analisas dizem que o RS-28 também vai ter uma versão hipersônica convencional como o Advanced Hypersonic Weapon estadunidense ou o WU-14 chinês, que poderá ser usado como uma arma intercontinental de alta precisão em um conflito não-nuclear.

O Ministério da Defesa russo pretende colocar o Sarmat em serviço no final de 2018 e substituir o Voevoda até 2020. Enquanto quaisquer conflitos militares imediatos não são esperados, é certamente preocupante apenas saber que existem tais armas catastróficas.

Em meio a alegações de hacking e conflitos na Síria entre os países, e na esteira de um debate presidencial aquecido onde a democrata Hillary Clinton chamou o republicano Donald Trump de “fantoche” para o presidente russo, Vladimir Putin, vamos todos cruzar os dedos para que EUA e Rússia façam logo as pazes.

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1 COMENTÁRIO

  1. E os ESTADOS UNIDOE preocupados com a COREIA DO NORTE, QUEM NÃO TEM COMPETENCIA COMPRA, seus medrosos!

    Substituas seus CANHÕES E BAONETAS, que já estamos em NONATNOLOGIAS. SUAS DIPLOMACIAS NÃO FONCIONA MAIS.

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