“Lidamos claramente com o que acreditamos ser um serial bomber”, referem as autoridades norte-americanas. A expressão, em alusão à “serial killer”, foi utilizada por que, só este mês, quatro bombas explodiram em Austin, no Texas.
Segundo a polícia e os agentes federais, a bomba que explodiu em Austin estava ligada a um detonador por um fio quase invisível. A descoberta mostra “um nível de sofisticação mais elevado” e demonstra que os ataques são aleatórios, em vez de atacarem alguém em particular, referem as autoridades.
A descoberta do detonador, na quarta explosão deste mês, fez aumentar o clima de tensão e medo em Austin. De acordo com o Jornal de Notícias, as autoridades locais insistem em alertar a população para que as pessoas não mexam em pacotes desconhecidos e para que tenham atenção a objetos deixados em locais públicos.
“Estamos muito preocupados que, com detonadores, uma criança possa estar andando na calçada e toque em algo”, disse um responsável do FBI, Christopher Combs.
O caso é investigado pela polícia local e estatal e centenas de agentes federais. Existe inclusive uma recompensa de 115 mil dólares para quem passar informação que conduza ao autor dos ataques. Entre os possíveis motivos que as autoridades estudam para as explosões, estão incluídos terrorismo doméstico ou crime de ódio
Brian Manley, chefe da polícia de Austin, afirmou que “lidamos neste momento claramente com o que acreditamos ser um ‘serial bomber’”, apontando semelhanças entre as quatro explosões.
Nos primeiros três ataques, as vítimas eram negras ou hispânicas, enquanto que no último ambos os feridos são brancos. Os três primeiros aconteceram no leste da cidade e o último no oeste de Austin. As diferenças dificultam a identificação de um padrão.
Ciberia // ZAP