Trump poderá depor no inquérito sobre seu impeachment na Câmara dos Representantes

Gage Skidmore / Flickr

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump

O presidente Donald Trump anunciou nesta segunda-feira  que poderá testemunhar no comitê de investigação da Câmara dos Representantes, que avalia a possibilidade de pedir seu impeachment. O pedido foi feito pela líder dos democratas, Nancy Pelosi, durante uma entrevista transmitida neste domingo.

“Embora eu não tenha feito nada de errado e não goste de dar credibilidade a esse processo inventado, gosto dessa ideia. Gosto da ideia de que o Congresso possa se concentrar novamente, então vou considerar seriamente a possibilidade de testemunhar”, escreveu Trump no Twitter, respondendo a uma entrevista de Pelosi transmitida no dia anterior. Ele qualificou o processo de “caça às bruxas.”

No sábado (16), o presidente americano disse aos repórteres que “não deveria” sofrer o impeachment. Para ele, o inquérito “é considerado uma piada em Washington e no mundo”. A defesa de Trump é resistente à ideia de vê-lo comparecer diante do Comitê de Inteligência da Câmara.

O órgão investiga a suspeita de que ö presidente americano tenha pressionado a Ucrânia para coletar informações comprometedoras sobre o ex-vice-presidente dos EUA e o pré-candidato Joe Biden, um dos seus principais rivais na corrida para a Casa Branca em 2020.

A Comissão formada para analisar o processo de impeachment da Câmara de Representantes, onde o partido Democrata é majoritário, ainda não pediu publicamente que o chefe de Estado americano fosse ouvido.

Neste domingo (17), Nancy Pelosi, líder do partido Democrata voltou a comparar a demissão de Richard Nixon em 1974 à situação de Trump. A declaração aconteceu durante uma entrevista transmitida no programa “Face The Nation”, da rede CBS.

Na semana passada, ela já havia declarado que a pressão exercida pelo presidente americano sobre a Ucrânia, para que o país investigasse Joe Biden, “fazem o caso Nixon parecer quase benigno”, afirmou Pelosi. De acordo com ela, “o que o presidente americano fez é, até certo ponto, pior do que fez Nixon, que se preocupava suficientemente com o país para admitir que essa situação não podia ser levada adiante”, disse.

Richard Nixon renunciou em 1974, antes do voto da Câmara dos Representantes sobre sua eventual destituição. A investigação foi iniciada depois do célebre escândalo do Watergate, que revelou um complô da Casa Branca para espionar a sede do partido Democrata, em Washington.

// RFI

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