7 revelações de ‘Melania and Me’, livro de memórias de ex-amiga de Melania Trump

marcn / Flickr

Melania Trump, mulher do candidato republicano às presidenciais nos EUA

A dois meses da eleições presidenciais dos EUA, mais um livro chega ao mercado americano com “revelações” indiscretas sobre os moradores da Casa Branca.

Lançado na terça-feira (01/09), Melania and Me (“Melania e eu”) traz memórias explosivas de Stephanie Winston Wolkoff, que, segundo a imprensa americana, foi amiga próxima da primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump.

Ela revela detalhes pouco lisonjeiros da esposa de Trump. E a autora diz ter testemunhado “mentiras” e “enganações” ao longo da sua amizade. A Casa Branca denunciou o livro, lançado há apenas dois meses para as eleições presidenciais, como uma “estranha distorção da verdade”.

Mas Melania and Me é apenas mais um dos livros não-autorizados sobre o tempo de Trump na Casa Branca. Entre os que mais se destacaram recentemente estão os de Mary Trump, sobrinha do presidente, e do ex-assessor de Segurança Nacional, John Bolton.

Uma porta-voz da primeira-dama disse: “O livro não só está cheio de falsidades e paranoia como se baseia em uma necessidade imaginária de vingança”.

“Lamentavelmente, esta é uma mulher profundamente insegura cuja necessidade de ser relevante desafia a lógica.” Veja a seguir um resumo de alguns dos detalhes contidos no livro de Winston Wolkoff. Ela não explica se seu relato é baseado em anotações e gravações, ou se é escrito apenas baseado nas suas lembranças.

1. Relação ruim com a ‘princesa’

Winston Wolkoff, que tem ampla experiência como organizadora de eventos da revista Vogue, fala das tensões entre Melania e sua enteada, Ivanka Trump.

A primeira-dama supostamente se refere a Ivanka sempre como “a princesa”, e o mau relacionamento entre elas tem vindo à tona desde a posse de Trump, segundo a autora. A autora diz ter recebido uma mensagem de texto da primeira-dama em que chama de “serpentes” a enteada e seu esposo, Jared Kushner, ambos assessores da Casa Branca.

A ex-amiga também foi organizadora da posse de Trump em 2017 e disse, em entrevista na segunda-feira para a rede ABC News, que está cooperando com autoridades que investigam acusações de delitos nos gastos do evento.

2. A ‘transformação de Melania’

Winston Wolkoff disse que sua amizade de 15 anos com Melania terminou há dois anos depois que “foi traída” pela primeira-dama. Supostamente, a primeira-dama teria se negado a defendê-la publicamente diante das acusações de má gestão financeira no planejamento da posse de Trump. Ela diz ter sido “apunhalada pelas costas” por alguém que mudou muito durante o tempo em que se conheceram.

“Eu testemunhei a transformação de Melania de folheado a ouro a ouro maciço de 24 quilates”, escreve Winston Wolkoff. “Mas vendo ela agora, vendo que só ficou a casca de ouro, tenho que me perguntar se isso é tudo que ela sempre foi, e se eu fui a idiota que comprou um relógio falso na esquina.”

3. ‘Como se nada tivesse acontecido’

A autora também oferece detalhes sobre a vida privada de Trump.

Em um episódio, Winston Wolkoff descreve a reação da então futura primeira-dama, em 2016, após escutar a gravação em que seu marido faz comentários vulgares se gabando da facilidade de “pegar” mulheres por ser famoso.

“Você pode fazer qualquer coisa (com as mulheres)”, diz Trump na gravação.

Ao ouvi isso, Melania “estava radiante, sorrindo”, escreve Winston Wolkoff. “Foi como se nada houvesse acontecido.” “Ela sabe com quem se casou… Ela sabia no que estava se metendo e ele também”, diz a autora, que diz nunca ter votado antes das eleições presidenciais de 2016.

4. A careta em 2017

Em outra passagem, Winston Wolkoff fala sobre a notória careta que a primeira-dama fez na posse de Trump, em 20 de janeiro de 2017. Enquanto a imprensa e as redes sociais especularam que Melania havia feito o gesto ao ver seu marido, a autora explica que foi devido a um incidente relacionado com seu filho, Barron Trump.

“Melania de repente franziu a testa e olhou para baixo e para a direita porque Barron havia chutado seu tornozelo por acidente“, explica.

5. Troca de chuveiro e vaso sanitário

O livro, que é dedicado pela autora à sua ex-amiga, afirma que a primeira-dama se negou a ir morar na Casa Branca durante cinco meses “até que a residência fosse remodelada e redecorada, começando por um novo chuveiro e vaso sanitário” diferentes dos usados por Barack e Michelle Obama.

Também pediu que seu escritório fosse pintado de rosa tom Middleton. No entanto, Trump se opôs a esse pedido e optou por um tom mais escuro.

6. ‘Sempre pragmática’

Winston Wolkoff diz que uma frase que a primeira-dama repete com frequência é: “Agradar aos demais não é a minha prioridade”. “Sempre pragmática, concluiu que, dado que não tem controle sobre o que as pessoas pensam dela, por que deveria se importar no que acreditam?” A autora também afirma que a primeira-dama tem uma certa influência junto ao presidente.

E uma ocasião, explica, Melania Trump reclamou por seu marido tentar acabar com a proibição da importação de animais mortos na África como troféu de caça, o que, supostamente, tinha sido sugerido pelos filhos do presidente.

“Melania não simpatizava com os esforços de lobby dos ‘meninos’ por armas e caça ou com a estranha necessidade de pendurar a cabeça de um animal morto na parede. Naquela noite, ela fez lobby por conta própria e seu apelo para Donald realmente funcionou.”

O presidente escreveu no Twitter no dia seguinte: “Botei a grande decisão sobre troféus de caça em espera até que eu revise todos os dados sobre o assunto”.

7. ‘É mais do que têm em seus países’

Winston Wolkoff também se refere a um episódio em 2018 quando o governo de Trump estava sob críticas pela separação de filhos e pais sem documentos de imigração nos postos de checagem nas fronteiras.

A autora diz que, em um telefonema, a primeira-dama demonstrou pouca compaixão. “Não estão com seus pais e é triste. Mas os agentes (da Patrulha Fronteiriça) me disseram que as crianças falavam ‘Uau, tenho uma cama? Terei um armário para as minhas roupas?'” “É mais do que elas têm nos seus próprios países, onde dormem no chão.”

// BBC

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