Alejandro Ernesto / EPA

Embaixada dos EUA em Havana, Cuba
O secretário de Estado americano Rex Tillerson confirmou, neste domingo (17), que o presidente dos EUA considera fecha seriamente fechar a embaixada norte-americana em Havana, na sequência dos inexplicáveis ataques sônicos que afetaram vários diplomatas no país.
“É um assunto muito sério, tendo em conta as lesões que alguns indivíduos sofreram. Trouxemos algumas dessas pessoas para casa. Está sob avaliação”, acrescentou, citado pela agência Associated Press.
De acordo com o Departamento de Estado, desde dezembro do ano passado até agosto deste ano foram contabilizadas 21 vítimas. Os diplomatas afirmaram que sentiram sintomas como náuseas, perda de audição, dores de cabeça e problemas de equilíbrio.
A CBS, que disse ter tido acesso a relatórios médicos dos casos, apurou que o ataque sônico pode ter provocado danos cerebrais em alguns diplomatas.
O governo de Cuba afirmou que, após ter sido informado em fevereiro sobre os incidentes, iniciou uma “investigação exaustiva, prioritária e urgente”, reforçando também as medidas de segurança dos funcionários da embaixada americana na ilha.
Por enquanto, apesar de os EUA não culparem Cuba de realizar os ataques, o Departamento de Estado decidiu expulsar dois diplomatas cubanos da embaixada do país em Washington por considerar que Havana não cumpriu com a responsabilidade de proteger os funcionários americanos na ilha.
Segundo a imprensa norte-americana, os “rumores” são de que a perda de audição foi provocada por um aparelho de ondas sônicas colocado na entrada das casas dos diplomatas, que emitiu ondas de som inaudíveis que podem causar surdez.
A embaixada dos EUA em Cuba foi reaberta em 2015, depois de quase meio século de relações cortadas, numa tentativa de reaproximação iniciada por Barack Obama.
Ciberia // ZAP