Com baterias, Tesla consegue armazenar energia solar e evitar fontes a gás para abastecer fábrica

(dr) Tesla

Central de Energia da Tesla no estado norte-americano da Califórnia

Central de Energia da Tesla no estado norte-americano da Califórnia

As fontes de energia solar proporcionam excelentes perspectivas para se produzir eletricidade de uma forma mais sustentável, mas é normal haver problemas de adaptação.

Talvez o principal deles seja um certo descompasso: os painéis solares produzem mais energia do que o suficiente durante o dia; à noite, quando não há mais luz solar e a demanda costuma ser mais alta, a energia produzida é pouca.

A solução mais comum em locais que já possuem plantas de usinas solares, como em certas regiões dos EUA, foi a de tornar a ligar as usinas de gás natural no horário de pico para produzir a energia necessária para algumas poucas horas. Porém, isso não é nada sustentável.

O modo mais lógico seria armazenar a energia gerada ao longo do dia, certo? Só que essa tecnologia parecia distante.

Até Elon Musk, CEO da empresa Tesla, envolvida na produção de carros, baterias de íon-lítio e outras soluções tecnológicas que envolvem redução de emissões, prometeu utilizá-las em sua nova fábrica.

O que é realmente surpreendente é o prazo. Em apenas três meses, a Tesla entregou uma planta de baterias gigante com 396 pilhas de baterias de íon-lítio que podem fornecer eletricidade suficiente para abastecer 15 mil casas por quatro horas.

Para se ter uma ideia, representantes do setor energético diziam que tinham expectativas limitadas a respeito de surgimento de baterias para armazenamento de grandes quantidades de eletricidade antes de 2020.

Segundo o diretor de tecnologia da Tesla, J. B. Straubel, “havia equipes trabalhando 24 horas por dia, vivendo em trailers e fazendo trabalhos de comissionamento às 2h da manhã”. “Parece o tipo de ritmo que precisamos para mudar o mundo“, disse o diretor em entrevista ao site Bloomberg.

Jamie Condliffe, da MIT Technology Review, é um pouco cético, observando que as baterias de lítio são caras e degradam.

“A Tesla não diz quantos ciclos que as baterias em seus sistemas Powerpack (que compõem a instalação) podem tolerar antes de se degradarem e chegarem ao fim de suas vidas úteis”, comentou Condliffe a respeito da iniciativa da empresa de Musk.

“Mas, como outras baterias de íon-lítio, é provável que durem cerca de cinco mil ciclos, o mesmo que suas unidades Powerwall. Isso não é ruim em um cenário doméstico, mas pode ser rapidamente devorado em uma grande configuração. Muitos não pensam que se trata de um problema porque os preços da bateria tendem a cair“, concluiu.

// EcoD

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