Encontro histórico: Donald Trump irá se encontrar com Kim Jong-un

Jonathan Ernst / Reuters

Donald Trump

O presidente norte-americano irá se reunir com seu homólogo norte-coreano em maio, anunciou nesta sexta-feira (9) um dirigente sul-coreano.

A reunião foi proposta por Kim Jong-un, que ofereceu a suspensão do programa nuclear e balístico em troca do início de negociações, informaram nesta sexta representantes sul-coreanos em Washington.

O diretor do gabinete de Segurança Nacional da Coreia do Sul, Chung Eui-yong, que liderou a delegação sul-coreana enviada a Washington, entregou a Donald Trump uma carta que entregue na segunda-feira por Kim Jong-un, durante uma reunião em Pyongyang.

O presidente dos Estados Unidos já afirmou que “estão sendo feitos grandes progressos” em relação ao processo de desnuclearização da Coreia do Norte, confirmando ainda a reunião que está sendo planejada entre os dois homólogos. “Kim Jong-un falou sobre a desnuclearização (…), não apenas sobre uma suspensão”, escreveu Trump no Twitter.

O chefe de Estado afirmou ainda que “são grandes progressos, mas as sanções permanecerão até que se chegue a um acordo. A reunião está sendo planejada!”, contente pelo fato de ultimamente não terem sido “feitos testes de mísseis pela Coreia do Norte”.

O encontro entre os dois líderes pode acontecer em maio, anunciou Chung Eui-yong, mas o local ainda não está decidido.

Rússia, China e Japão reagem ao anúncio da reunião

Reagindo à notícia, o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergey Lavrov, disse que Moscou encara o encontro – ao mais alto nível – entre os EUA e a Coreia do Norte como um “passo no sentido da normalização” da situação na península coreana.

“Vemos o encontro como um passo no bom caminho. Acabamos de tomar conhecimento. Esperamos que se realize”, afirmou o responsável russo, em coletiva de imprensa em Adis Abeba, capital da Etiópia.

O governo da República Popular da China também saudou o anúncio da reunião. “Saudamos os sinais positivos dados pelos EUA e pela Coreia do Norte no sentido de um diálogo direto”, disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Geng Shuang.

“O próximo passo é a manutenção deste momento positivo, alcançar sinergias para o trabalho conjunto no sentido de restaurar a paz e a estabilidade na península da Coreia”. O mesmo responsável disse ainda que as partes envolvidas devem mostrar “coragem política e poder de decisão, envolvendo-se em contatos bilaterais e multilaterais”.

Por sua vez, o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, afirmou que as sanções à Coreia do Norte foram preponderantes para a decisão de Pyongyang em dialogar com os EUA.

É agradável a mudança da Coreia do Norte em querer realizar uma reunião para discutir a desnuclearização, que é o resultado da alta pressão feita pelo Japão, EUA, Coreia do Sul e pelos restantes membros da comunidade internacional”, declarou o governante.

O primeiro-ministro japonês anunciou que viajará para os EUA em abril para se encontrar com o presidente norte-americano de forma a analisarem os contatos e enfatizou que concorda “totalmente” com a forma como Trump tem vindo a lidar com o problema norte-coreano.

“O Japão e os EUA mantêm uma posição firme e de máxima pressão sobre a Coreia do Norte até que tomem medidas concretas de abandonar irreversivelmente o desenvolvimento de armas nucleares e mísseis”, concluiu.

// ZAP

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