O canadense que passou cinco anos sequestrado por talibãs no Afeganistão, juntamente com a mulher e três filhos, foi detido pela polícia do Canadá, indiciado por 15 crimes de agressão sexual e relações forçadas.
Os órgãos de comunicação canadenses referiram que os incidentes em que Joshua Boyle é acusado aconteceram entre 14 de outubro e 30 de dezembro de 2017, dia em que o ex-refém dos talibãs foi detido.
O canadense, de 34 anos, está indiciado por oito crimes de agressão, dois de agressão sexual e dois de relações forçadas, assim como de mentir à polícia, proferir uma ameaça de morte e uso de uma substância perigosa.
De acordo com a mídia, existem duas supostas vítimas em todos os casos, mas a identidade não foi revelada por o processo se encontrar em segredo de justiça.
Boyle, a mulher, a norte-americana Caiatlan Boyle, e os três filhos foram libertados pelo exército paquistanês no dia 12 de outubro de 2017. Os três filhos nasceram durante os quase cinco anos que durou o cativeiro no Afeganistão.
O casal foi raptado pela rede Haqqani, grupo armado aliado dos talibãs, em outubro de 2012, quando faziam um “mochilão” que passou pela Rússia, Cazaquistão, Tadjiquistão, Quirguistão e que os levou ao território afegão.
A norte-americana estava grávida quando foi sequestrada.
Na época em que foram libertados, Boyle contou que tinham quatro filhos, mas que os talibãs mataram um deles e que também violaram a mulher.
Boyle esteve casado anteriormente com uma das filhas de Ahmed Khadir, cidadão canadense de origem egípcia, acusado pelas autoridades do Canadá e dos EUA de estar ligado a Osama bin Laden e a Al Qaeda.
Em 2012, Boyle viajou para o Afeganistão por razões desconhecidas, embora tenha reconhecido em 2009 que estava obcecado com tudo o que estava relacionado com o terrorismo islâmico.
Ciberia // ZAP