Facebook começa a esconder links “caça-cliques” no Brasil

O Facebook está iniciando, no Brasil, os testes de uma ferramenta que tenta conter a proliferação de links “caça-cliques”, com matérias cujos títulos ocultam informações e são voltadas apenas para gerar tráfego nos sites que as publicam.

O sistema automatizado já está em funcionamento há alguns meses nos Estados Unidos, também em caráter de experimentação, e chega agora a outros idiomas, incluindo o português.

Quem usa a rede social sabe exatamente como isso funciona. Títulos como “Esse homem decidiu mudar a sua vida e você não imagina o que aconteceu depois”, focados no sensacionalismo, ou até mesmo textos jornalísticos que deixam de citar informações relevantes – como “Ferramenta online é responsável por golpe” – são comuns.

Para piorar, muitas vezes não entregam o que a expectativa indica, com fatos desinteressantes e texto mal escrito.

De acordo com Greg Marra, diretor de produtos para o feed de notícias do Facebook, o algoritmo funcionará de forma semelhante a um filtro de spam.

Funcionários da rede social criaram uma lista com centenas de manchetes consideradas caça-cliques, a partir de critérios como a omissão de informações, a fonte da postagem e também as páginas responsáveis pelo compartilhamento.

A partir daí, os links podem aparecer com menor destaque na linha do tempo dos usuários, além de surgirem ao lado de outras fontes de informação que podem ser mais relevantes ou verificadas.

A rede social, entretanto, deixa claro que o sistema é automatizado e que, por mais que a categorização inicial tenha sido feita por seres humanos, não existem revisores escolhendo o que ganha destaque ou não dentro do feed.

A iniciativa faz parte de uma série de movimentos do Facebook para evitar a disseminação de informações falsas na rede social. A já citada indicação de outras fontes ao lado de links compartilhados é outra ideia que segue nesse caminho, que começou a ser trilhado apenas agora, com bastante atraso.

Quem acompanhou as eleições americanas – e também as brasileiras – sabe muito bem há quanto tempo isso é um problema e de que forma a opinião pública pode ser manipulada.

Mais do que isso, outro objetivo é atacar a rentabilidade de sites que trabalham com links caça-cliques. O alto tráfego de usuários, para tais páginas, resulta em receitas de publicidade maiores, e até mesmo veículos renomados utilizam desse tipo de estratégia para chamar usuários, alterando manchetes de forma exclusiva para o Facebook.

É uma prática de social media nada recomendada pela empresa, e que, agora, deve ser combatida ativamente.

O Facebook não comentou sobre o sucesso da empreitada, mas a duração de meses dos testes nos EUA e a chegada do sistema a outros idiomas são uma demonstração de que a empresa está vendo o experimento com bons olhos.

Tudo, como sempre afirmam representantes do próprio serviço, para garantir um ambiente saudável e informativo na rede social.

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