Grande mistério da Lua é finalmente desvendado; e a culpa é toda nossa

Os astronautas que tiveram a sorte de visitar a Lua foram surpreendidos por um enigma durante sua breve estadia: a superfície estava mais quente do que esperavam.

Segundo o IFLScience, os cientistas conseguiram agora desvendar o mistério e, como em qualquer boa história, o desfecho do problema acabou com uma grande reviravolta.

Durante as missões Apollo 15 e 17, no início dos anos 70, foram colocadas sondas no antigo solo vulcânico para verificar como a Lua estava esfriando. Um fenômeno muito importante porque, afinal de contas, o esfriamento do interior da Terra é a razão pela qual temos continentes, montanhas, vulcões e terremotos.

A Lua é uma esfera morta e tem sido assim há milhões de anos. Seu vulcanismo desapareceu há muito tempo e certamente nunca conseguiu desenvolver placas tectônicas. Ainda assim, está constantemente esfriando e a NASA queria saber quanto.

Ao perfurar alguns buracos no solo lunar, os astronautas dos dois programas espaciais montaram seus termômetros de alta tecnologia e anotaram as leituras. Porém, não foi uma tarefa fácil, uma vez que tinham de ter em conta as alterações devido à luz solar e ao aquecimento criado pela própria perfuração.

As leituras a longo prazo indicam, de acordo com o Instituto Lunar e Planetário (LPI), que o fluxo de calor superficial da Lua está entre 18% e 24% da Terra. No entanto, algo estava errado: as sondas de calor registraram um aquecimento gradual dos locais onde a missão Apollo pousou muito depois de as medidas originais. Não ficou claro o porquê, mas não poderia ser por causa de um processo interno que liberaria mais calor.

Infelizmente, se tratou de um erro humano. Depois dessas experiências terem terminado em 1977, parecia que os cientistas só tinham arquivado os dados de 1971 a 1974. O restante acabou perdido.

Portanto, uma equipe de cientistas da Universidade de Tecnologia do Texas, nos EUA, decidiu fazer algumas pesquisas e, em 2010, conseguiu localizar as fitas de dados perdidas em um enorme centro de arquivos da agência federal.

Ao recuperar de forma cuidadosa os dados para analisar a temperatura no final dos anos 70, os cientistas obtiveram uma melhor compreensão das mudanças: o aumento da temperatura foi detectado pelas sondas mais rasas, antes de ser registrada por aquelas mais profundas.

Ao perceber que era uma causa relacionada com a superfície, a equipe cruzou suas descobertas com imagens tiradas da superfície da Lua no momento em que foram feitas.

No artigo publicado no Journal of Geophysical Research, a equipe explicou que as “imagens da Lunar Reconnaissance Orbiter Camera sobre os dois locais de pouso mostram que o rególito lunar (material geológico solto e fragmentado que cobre a rocha sólida recente) nos caminhos dos astronautas ficou mais escuro”, o que diminuiu sua refletividade.

“Sugerimos que, como resultado das atividades dos astronautas, o aquecimento solar pelo rególito aumentou ligeiramente, e isso resultou no aquecimento observado”, uma vez que mais luz solar foi absorvida na superfície.

Assim, o aumento da temperatura não estava relacionado com nenhum fenômeno estranho, não passando de um erro. Conclusão: a culpa foi nossa (e só nossa).

Ciberia // ZAP

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3 COMENTÁRIOS

  1. Como escreveria o zuera never ends, “haisduiaqehaiuhaiudhiauheiasdoahsduh”, seres humanos sem noção, mal sabem dos mistérios da vida terrestre e atolam a população mundial com mentiras, de tempos em tempos uma nova teoria surge sobre a viagem a lua, cineastas estes “caras”.

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