Jornalista que escreveu sobre mercenários russos na Síria morre após queda suspeita

(dr) Facebook

O jornalista russo Maxim Borodin caiu do 5º andar do prédio onde vivia

O jornalista russo que escreveu sobre a morte de mercenários russos na Síria morreu depois de uma queda suspeita do 5º andar do prédio onde vivia.

Segundo a BBC, Maxim Borodin foi encontrado gravemente ferido junto ao prédio onde vivia, na cidade russa de Ecaterimburgo, depois de cair do 5º andar. Ele foi levado ao hospital, onde acabou falecendo após não resistir aos ferimentos.

As autoridades dizem que tudo indica não haver mão criminosa, embora também não tenham encontrado nenhuma nota de suicídio. Porém, um amigo do jornalista russo conta que, no dia anterior, o prédio estava rodeado por um grupo de pessoas suspeitas.

Vyacheslav Bashkov descreveu Borodin como um “jornalista honesto e com princípios” e contou que o amigo o tinha contatado nesse mesmo dia porque tinha “alguém com uma arma na sua varanda e pessoas vestidas com trajes camuflados e máscaras nas escadas”.

O amigo explica que o jornalista estava à procura de um advogado, mas, mais tarde, voltou a ligar para dizer que, afinal, se tratava de um exercício policial na zona.

De acordo com a emissora britânica, as autoridades locais afirmam que, quando encontraram Borodin, a porta de casa estava trancada por dentro, indicando que ninguém teria entrado ou saído do apartamento.

No entanto, tanto Bashkov como o editor-chefe do Novy Den, jornal russo onde o jornalista trabalhava, afirmam que não havia nenhum motivo para ele ter tentado se matar.

O que escreveu Borodin?

Nas últimas semanas, informa a BBC, Borodin escreveu sobre um grupo de mercenários russos, conhecidos como “Wagner Group”, que supostamente morreram na Síria, no dia 7 de fevereiro, na sequência de confrontos com as forças norte-americanas.

O ex-diretor da CIA, Mike Pompeo, tinha informado que “algumas centenas” de mercenários russos tinham perdido a vida em um ataque com combatentes pró-Síria em Deir al-Zour.

Semanas depois, a Rússia admitiu que algumas dezenas de cidadãos russos tinham perdido a vida ou estavam feridos, mas salientou que não eram soldados regulares.

No último mês, o jornalista escreveu que três destas pessoas eram da região de Sverdlovsk, nos Montes Urais, onde Ecaterimburgo é considerada a principal cidade. Dois dos homens eram das cidades de Asbest e um de Kedrovoye, reportou.

Borodin também investigava escândalos políticos, incluindo alegações feitas por uma escolta bielorrussa conhecida como Nastya Rybka em um vídeo compartilhado pelo líder da oposição russa Alexei Navalny.

Os perigos de ser jornalista na Rússia

Nos últimos anos, escreve a BBC, são vários os jornalistas na Rússia que foram assediados ou atacados por causa do trabalho. Aliás, no dia em que Borodin foi encontrado, um editor de um jornal regional foi assaltado na mesma cidade.

Muitos dos órgãos de comunicação na Rússia são controlados pelo Estado e o país ocupa o 83º lugar de uma lista de 100 países sobre a liberdade de imprensa feita pela Freedom House, organização sem fins lucrativos sediada em Washington.

Uma das jornalistas de investigação mais conhecidas da Rússia, Anna Politkovskaya, foi baleada e encontrada morta em um elevador de seu bloco de apartamentos em 2006. A repórter expôs abusos de direitos humanos na Chechênia.

Dois anos depois, Mikhail Beketov foi assaltado e atacado, tendo ficado com danos cerebrais. O jornalista denunciou casos de corrupção e lutou contra a destruição da floresta de Khimki, perto de Moscou, para construir uma estrada. Acabou falecendo em 2013.

Oleg Kashin, que relatou os protestos contra o plano de destruição da floresta, também ficou gravemente ferido depois de um assalto, na capital russa, em 2010.

No ano passado, a locutora da rádio Eco de Moscou, Tatyana Felgengauer, foi esfaqueada no pescoço por um desconhecido dentro das instalações da emissora. A jornalista, uma reconhecida crítica do Kremlin, sobreviveu e não corre perigo de vida.

Ciberia // ZAP

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