Torre de crânios humanos revela segredos macabros dos sacrifícios astecas

Arqueólogos mexicanos continuam a desenterrar crânios humanos na região onde ficava o centro da civilização Asteca, em Tenochtitlán, atual Cidade do México. E as análises nesses crânios revelam a brutalidade desses sacrifícios.

Os primeiros vestígios desses sacrifícios humanos foram descobertos em 2015, mas no ano passado, os arqueólogos do Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH) conseguiram, finalmente, ter um vislumbre da chamada torre de crânios que aterrorizou os conquistadores espanhóis quando eles chegaram ao local, em 1519.

A descoberta tem ajudado a desvendar os segredos macabros dos sacrifícios humanos feitos pelos Astecas no chamado Templo Maior de Tenochtitlán.

Até agora, os arqueólogos recolheram cerca de 180 crânios completos e milhares de fragmentos, informa a revista Science.

A análise a esses vestígios arqueológicos revelou marcas de cortes que indiciam que lhes retiraram a pele, depois da morte, e também marcas de decapitação “uniformes”.

A publicação atesta que os sacerdotes astecas removiam os corações ainda batendo das vítimas sacrificadas. Os corpos eram depois decapitados e, em seguida, eram removidos a pele e os músculos das cabeças dos cadáveres.

Posto isto, abriam grandes buracos nas laterais dos crânios para os colocarem em um poste de madeira. Só depois eram empilhados na chamada tzompantli, nome que os conquistadores espanhóis deram à torre de crânios, que ficaria localizada perto do altar em homenagem a Huitzilopochtli, o deus asteca do Sol, da guerra e dos sacrifícios humanos.

As amostras isotópicas e de DNA retiradas dos crânios permitiram apurar que as vítimas apresentavam “boas condições de saúde”, antes de terem sido sacrificadas, conforme revela a Science.

Também foi possível medir que três quartos dos crânios analisados pertencem a homens, com idades entre 20 e 35 anos, e 20% pertencem a mulheres, enquanto 5% são de crianças.

As vítimas nasceram em diferentes locais da Mesoamérica, mas as amostras recolhidas indiciam que teriam passado um longo período em Tenochtitlán antes de serem sacrificadas, como reporta a publicação.

Essas novas informações são a prova dos assustadores relatos feitos pelos conquistadores espanhóis da época, que ficaram aterrorizados com a imagem da torre de crânios.

Dois anos depois de terem chegado a Tenochtitlán, os espanhóis destruíram a cidade e construíram sobre suas ruas, enterrando os vestígios dos sacrifícios humanos dos astecas.

Ciberia // ZAP

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