CDC faz alerta sobre transmissão da COVID-19 através do ar, mas volta atrás

Não é segredo que pesquisadores ainda buscam consenso sobre a ação do novo coronavírus (SARS-CoV-2) no organismo humano.

Nesse cenário, até o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos gerou polêmica nesta segunda-feira (21). Isso porque a agência de saúde atualizou suas orientações no final de semana, alertando sobre o risco de transmissão do vírus por aerossóis (como através da respiração de pessoas doentes), mas retrocedeu hoje.

Acontece que nesta segunda (21), a página oficial do CDC informava que a COVID-19 é transmitida entre pessoas que têm contato próximo e através de gotículas respiratórias. Mas pouco tempo depois, de acordo com a agência federal, a informação de que o coronavírus pudesse ser transmitido, a partir da respiração de pessoas doentes, foi publicada de forma equivocada.

Em nota, o órgão explica: “Uma versão preliminar das alterações propostas a essa recomendação foi postada por engano no site oficial da agência. O CDC está atualizando suas recomendações com relação à transmissão aérea do SARS-CoV-2 (o vírus que causa a COVID-19)”.

Tudo isso aconteceu porque, na sexta-feira (18), a agência de saúde atualizou suas orientações sobre a COVID-19 e apontava para a possibilidade do agente infeccioso se espalhar “através de gotículas respiratórias ou pequenas partículas, como aquelas em aerossóis, produzidas quando uma pessoa infectada tosse, espirra, canta, fala ou respira”. É o que relatou o site da CNN.

Essa orientação sobre a transmissão do vírus da COVID-19 por aerossol — que não é mais válida e foi corrigida — coincidia com aviso emitido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), ainda em julho, sobre as formas de transmissão do coronavírus.

Como a COVID-19 é transmitida?

De acordo com a agência de saúde dos EUA, “acredita-se que a COVID-19 se espalhe, principalmente, através do contato próximo de pessoa a pessoa. Algumas pessoas sem sintomas podem espalhar o vírus. Ainda estamos aprendendo sobre como o vírus se espalha e a gravidade da doença que ele causa”.

No contexto da transmissão entre pessoas, o CDC destaca algumas situações que são, potencialmente, mais perigosas para o contágio, como o contato entre pessoas a menos de 1,8 m. “Através de gotículas respiratórias produzidas quando uma pessoa infectada tosse, espirra ou fala”, sendo que essas gotículas podem chegar até a boca ou ao nariz de pessoas que estejam próximas ou podem ser, possivelmente, inaladas por alguém saudável.

Mesmo não sendo o principal meio de contágio, o CDC também confirma que “é possível que uma pessoa contraia COVID-19 tocando em uma superfície ou objeto que contenha o vírus e, em seguida, toque sua própria boca, nariz ou, possivelmente, seus olhos”.

“O vírus que causa a COVID-19 se espalha de forma muito fácil e sustentável entre as pessoas. Informações a respeito da pandemia da COVID-19 sugerem que esse vírus está se espalhando com mais eficiência do que o influenza, mas não tão eficientemente quanto o sarampo, que é altamente contagioso”, completa o site da agência norte-americana de saúde, em sua última atualização.

Até o momento, os Estados Unidos registram 6,8 milhões de casos de coronavírus, sendo mais 199 mil óbitos em decorrência da infecção, segundo a plataforma de dados desenvolvida pela Universidade Johns Hopkins. Em ambas situações, o país registra os maiores números da pandemia da COVID-19.

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