(dv) Mexican Presidency

As autoridades mexicanas descartaram nesta quinta-feira (21) a existência de uma menina chamada Frida Sofia, que segundo a Marinha mexicana estaria soterrada nos escombros do Colégio Enrique Rébsamen, que desabou na Cidade do México.
O México parou e o mundo inteiro seguiu com desconcertante atenção a história de uma menina de 12 anos que estava viva, mas soterrada debaixo dos destroços do edifício do Colégio Enrique Rébsamen, que sucumbiu ao terremoto.
Era o segundo sismo que o país enfrentava num espaço de um mês e a esperança era necessária. Talvez por isso, os mexicanos tenham se agarrado com tanta força à esperança de ver emergir dos destroços uma vida com apenas 12 anos.
Mas a história começava a ficar inconsistente, com o colégio dizendo que todas as “Sofias” já tinham sido identificadas e que nenhum familiar tinha procurado a criança. Dificuldades de comunicação, justificou-se. E o mundo inteiro acreditou.
Até que o subsecretário da Marinha, Ángel Enrique Sarmiento Beltrán, afirmou que apenas há indícios da presença de uma mulher adulta sob os escombros que trabalhava como inspetora do colégio, por isso as operações de resgate continuaram.
Segundo a BBC, que cita Beltrán, todas as crianças do Colégio já foram identificadas e seus paradeiros são conhecidos.
O mundo seguiu com atenção a história de Frida Sofia, que afinal não existe, e até o momento não foi apresentada qualquer explicação para a informação falsa que chegou a quase todos os meios de informação por todo o mundo.
Agora, a estação de televisão mexicana Televisa exige explicações da Marinha, já que todas as informações sobre a existência da criança soterrada nos escombros foram avançadas por aquela autoridade.
Na altura, o almirante José Luis Vergara, oficial-maior da Secretaria da Marinha, que coordenava a operação tinha dito, em declarações à Televisa: “Sabemos dessa menina que está viva e ela nos dizs que tem outras crianças vivas perto dela. Não sabemos ao certo quantas são e queremos ter cuidado com a informação que divulgamos”.
Esta, no entanto, não é a primeira vez que o México enfrenta uma falsa história de esperança. No sismo de 19 de setembro de 1985 também existiu uma criança supostamente viva e presa nos escombros que as autoridades tentaram resgatar, mas que, afinal, nunca lá esteve, relembra o Observador.
Nessa época, tratava-se de um menino preso nos escombros da própria casa. O corpo de “Monchito“, como seria conhecido, nunca chegou a aparecer e nunca se confirmou se a criança alguma vez existiu.
Na altura, em uma história que também correu o mundo, teria se pedido à pessoa debaixo dos escombros que batesse uma vez se fosse adulto e duas se fosse criança. Ao ouvirem-se duas batidas, o pai rapidamente assumiu que se tratava do pequeno Luis Ramón Nafarrete Maldonado, ou Monchito.
Sete dias depois das equipes de resgate de todo o mundo e até a Cruz Vermelha terem se ido ao local foi encontrado um corpo: o do avô de Monchito, mas do pequeno Luís nunca mais houve sinais e nunca chegou-se a saber se a criança efetivamente existiu.
Ciberia // ZAP