Osnei Restio / Prefeitura de Nova Odessa

Uma reportagem da revista Piauí denunciou que um grupo de empresários e políticos do setor do turismo mineiro tomaram vacinas contra o covid-19 ‘escondidos‘.
Segundo a matéria, cerca de 50 pessoas receberam a primeira dose do imunizante da Pfizer e, de acordo com a farmacêutica, os imunizantes foram contrabandeados.
A Piauí revelou que os empresários compraram o vacina da Pfizer e não os doaram para o Sistema Único de Saúde (SUS), o que não é permitido pela legislação do país.
Um dos imunizados que furou a fila da vacinação é Clésio Andrade, ex-presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT) e ex-senador da República pelo PMDB de Minas Gerais. “Estou com 69 anos, minha vacinação [pelo SUS] seria na semana que vem, eu nem precisava, mas tomei. Fui convidado, foi gratuito para mim”, confirmou o empresário à revista. Posteriormente, negou o fato ao Estadão.
Participantes da cerimônia dizem que o evento foi organizado por Rômulo e Robson Lessa, donos da viação Saritur. A distribuição ilegal de vacinas aconteceu em uma garagem da empresa e foi registrada em vídeo.
As imagens mostram uma mulher vestida com um jaleco pegando doses de vacinas e aplicando em diversas pessoas. O imunizante da Pfizer só funciona com duas doses, então é importante ficar de olho por onde andam as vacinas.
“O Grupo Empresarial SARITUR esclarece que os nomes citados na reportagem ‘Empresários tomam vacinas às escondidas’ não fazem parte do corpo societário do Grupo. Esclarece ainda que o assunto tratado na matéria é de total desconhecimento da Diretoria da empresa”, afirmou a empresa em nota.
A Polícia Federal abriu uma investigação sobre o caso.
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