Em reunião, Trump teria criticado imigrantes que saem de “países de merda”

O presidente dos Estados Unidos qualificou El Salvador, Haiti e várias nações africanas, que não identificou, de “países de merda”, sinalizando que preferia abrir as portas a imigrantes procedentes de países como a Noruega. Nesta sexta-feira (12), entretanto, Trump negou o uso da expressão, afirmando apenas o uso de “palavras duras”.

“Por qual razão temos todas estas pessoas de ‘países de merda’ vindo para cá?”, teria afirmado Donald Trump, durante uma reunião com deputados na Casa Branca, segundo a mídia norte-americana, como o jornal The Washington Post, que cita fontes familiarizadas com o encontro.

O presidente dos Estados Unidos recorreu ao palavrão, com a expressão “shithole countries”, depois de dois senadores terem apresentado um projeto de lei migratório ao abrigo do qual seriam concedidos vistos a alguns cidadãos de países que foram recentemente retirados do Estatuto de Proteção Temporária (TPS), como El Salvador, Haiti, Nicarágua e Sudão.

O TPS é um benefício concedido pelos Estados Unidos a imigrantes indocumentados, que não podem regressar aos países devido a conflitos civis, desastres naturais ou outras circunstâncias extraordinárias, permitindo que eles trabalhem no país com uma autorização temporária.

Donald Trump sugeriu que os Estados Unidos deveriam atrair mais imigrantes de países como a Noruega, com cuja primeira-ministra se reuniu na véspera.

Os deputados presentes na reunião ficaram chocados com os comentários, de acordo com o jornal, que não esclareceu se o presidente norte-americano se referia também à Nicarágua e não identificou os países africanos em causa.

O jornal Los Angeles Times também corroborou a informação, acrescentando que, antes de proferir o insulto, Trump exclamou: “Para que queremos haitianos aqui? Para que queremos todas estas pessoas da África aqui?”

Raj Shah, um porta-voz da Casa Branca, não negou que Donald Trump tenha feito as referidas declarações quando questionado sobre o assunto.

“Certos políticos de Washington escolhem lutar por países estrangeiros, mas o presidente Trump sempre lutará pelo povo norte-americano“, afirmou Raj Shah, em comunicado divulgado por diversos meios de comunicação.

“O presidente Trump luta para conseguir soluções permanentes que tornam nosso país mais forte, ao dar as boas-vindas àqueles que possam contribuir para a nossa sociedade, fazer crescer a nossa economia e se integrar na nossa grande nação”, afirmou o porta-voz da Casa Branca.

Trump “sempre rejeitará as medidas temporárias, débeis e perigosas que ameacem as vidas dos norte-americanos que trabalham duro, e que prejudiquem aqueles imigrantes que procuram uma vida melhor nos Estados Unidos através de uma via legal”, acrescentou.

O projeto de lei negociado por seis senadores de ambos os partidos, republicano e democrata, prevê a eliminação da chamada “loteria dos vistos”, programa eletrônico que seleciona aleatoriamente imigrantes de países com baixas taxas de migração para os Estados Unidos.

Anualmente, cerca de 50 mil pessoas entram no país através desse programa que abre caminho à cidadania norte-americana e que beneficia maioritariamente países da África.

Fonte do Senado, que pediu o anonimato, indicou que metade desses vistos seria dada aos que até agora estavam protegidos ao abrigo do TPS e que a outra metade estaria reservada a imigrantes com qualificações profissionais que merecem entrar nos EUA, o “mérito” defendido por Trump.

Ciberia, Lusa // ZAP

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