Escócia pede formalmente ao Reino Unido outro referendo de independência

Scottish Government / Flickr

A primeira-ministra escocesa, Nicola Sturgeon

A primeira-ministra escocesa, Nicola Sturgeon

O governo da Escócia solicitou nesta sexta-feira (31) de forma oficial ao Executivo britânico a permissão para poder realizar um segundo referendo de independência da região, ao considerar que os escoceses devem ter o direito “de escolher seu próprio futuro”.

A primeira-ministra escocesa, Nicola Sturgeon, enviou uma carta a Downing Street, residência e escritório oficial da líder conservadora, Theresa May, para reivindicar um novo referendo perante a saída do país “não só da União Europeia, mas também do mercado único”, um desenlace que os cidadãos da Escócia “não votaram”.

“Os escoceses devem ter o direito a escolher seu próprio futuro” e “exercer seu direito à autodeterminação”, ressaltou Sturgeon na carta a May, que já deixou clara sua oposição a uma nova consulta independentista para a Escócia.

A carta chega a Downing Street após parlamento autônomo de Holyrood (Edimburgo) aprovar na última terça-feira, um dia antes da ativação do Brexit, uma moção que convoca o governo escocês a iniciar as negociações com May, para quem “não é o momento” de outro referendo de independência.

Segundo Sturgeon, qualquer que seja o desfecho das próximas negociações que Londres terá com a UE para estabelecer os termos do Brexit, “parece inevitável o Reino Unido sairá não só da UE, mas também do mercado único”.

Para a primeira-ministra, esse cenário não é o que escolheram os escoceses no referendo de 23 de junho, e trará “implicações significativas” para sua “economia, sociedade e lugar no mundo”.

“Tive que escrever ao governo britânico para assegurar que os escoceses podem escolher, quando for o momento adequado, se aceitam o Brexit ou, ao invés disso, ser um país independente”, disse Sturgeon em declaração publicada no Twitter oficial do governo escocês.

Sturgeon também acredita que um “bom acordo” para o Reino Unido no processo de diálogo que empreenderá com a UE passa pelos interesses da Escócia, sem importar o futuro constitucional e, por isso, assegura que seu governo “desempenhará um papel construtivo” a fim de conseguir um bom pacto.

Theresa May indicou que rejeitará o pedido formal da Escócia, ao assinalar em várias ocasiões que “agora não é momento” de realizar outro referendo sobre esse assunto, pois é hora de mostrar unidade pelas negociações do Brexit.

// EFE

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