Pontus Lundahl

A artista sueca Carolina Falkholt pintou um pênis azul com a altura de cinco andares na fachada de um prédio. Os moradores já pediram que fosse removido.
Os moradores do bairro Kungsholmen, no centro de Estocolmo, capital da Suécia, estão indignados com a arte urbana que cobre agora a fachada do prédio onde vivem.
A fachada lateral de uma nova obra da cidade foi pintada com um pênis azul, desde a base até o telhado. A obra não agradou e, apenas uma semana depois de ter sido revelada, a fachada será repintada.
A empresa que detém o prédio, Atrium Ljungberg, diz que viu o trabalho da artista sueca Carolina Falkholt pela primeira vez na quarta-feira de manhã, assim como todos os habitantes do bairro.
Segundo a revista portuguesa Sábado, a empresa que representa a artista Falkholt já garantiu que a parede lateral do prédio voltará a ser pintada.
“A cultura e a arte são importantes para o desenvolvimento de ambientes urbanos interessantes. E claro que nos preocupamos com a liberdade artística. Mas ao mesmo tempo devemos respeitar as opiniões dos vizinhos“, disse Camilla Klimt, responsável de marketing da empresa em declarações ao Aftonbladet.
A arte urbana, intitulada Fuck the World, divide opiniões. Há pessoas que consideram a pintura do pênis gigante uma “parte importante do debate sobre a sexualidade, corpo e gênero”. No entanto, há quem aponte o dedo a Falkholt e considere a obra “ofensiva“.
Há 10 anos, a empresa Atrium Ljungberg dá liberdade a artistas locais do grupo Kollektivet Livet para decorarem os blocos de apartamentos como quiserem. Normalmente, cada obra fica exposta durante seis meses antes de o local ser ocupado com uma obra de outro artista.
Quando revelou a obra, Carolina Falkholt estava esperançosa de que ela iria “sobreviver”. “Eu acho que talvez seja permitido que a obra continue aqui e que as pessoas entendam a mensagem e entrem no debate“.
Essa não é a primeira vez que o trabalho da artista sueca é alvo de polêmica. Em dezembro de 2017, Falkholt fez uma pintura semelhante em Nova York, que acabou coberta três dias depois.
Ciberia // ZAP