Protestos e medo da repressão policial chinesa marcam fim de semana em Hong Kong

Jerome Favre / EPA

Um milhão de professores foram às ruas neste sábado (17) em Hong Kong. A manifestação foi autorizada e ocorreu sem maiores tumultos, marcando o início de um fim de semana de protestos.

Hong Kong é palco de protestos há vários dias e os militantes dizem temer que a violência da polؙícia chinesa em Shenzen, na fronteira, se intensifique. A mídia estatal chinesa divulgou imagens de soldados e tanques na cidade.

Depois de concentrar tropas na fronteira com Hong Kong, o governo chinês advertiu na quinta-feira (15) que não ficará “de braços cruzados”, se o protesto pró-democracia continuar no território semiautônomo.

Na noite desta sexta-feira (16), milhares de manifestantes se reuniram em um parque da cidade para uma vigília destinada a pedir sanções internacionais contra os líderes do governo local.

O movimento pró-democracia de Hong Kong tem pela frente um fim de semana crucial. Estão convocados novos protestos depois dos violentos confrontos de terça-feira (13), no aeroporto internacional. Segundo as ultimas informações, os voos teriam voltado a operar normalmente.

O ponto alto do fim de semana será a manifestação prevista nesta domingo (18) pela Frente Cívica dos Direitos Humanos, que originou o movimento popular em junho. O objetivo é mostrar que o movimento continua a ter grande apoio popular, apesar dos confrontos no aeroporto internacional de Hong Kong.

A violência dos protestos prejudicou a imagem do movimento, que promete uma manifestação pacífica, apesar de o risco de confronto ser grande. Outras concentrações foram anunciadas para este sábado, apesar de proibidas pelas autoridades.

Os manifestantes protestam contra a erosão do princípio “um país, dois sistemas”, que, desde a retrocessão de 1997, marca a soberania chinesa sobre a ex-colônia britânica, e garante um certo nível de autonomia em Hong Kong, preservando as liberdades individuais.

A megalópole do Sul da China vive sua pior crise em duas décadas, com manifestações quase diárias. O movimento se transformou em um desafio para o controle de Pequim sobre Hong Kong.

Depois de não ter falado nada sobre essa situação por semanas, o que o levou a ser acusado de manter uma posição indulgente para com o regime chinês, o presidente americano, Donald Trump, disse estar “preocupado” com o risco de repressão violenta.

A declaração pode piorar ainda mais as relações entre ambos os países, mergulhados em uma guerra comercial. Trump também anunciou que planeja falar em breve com o presidente chinês, Xi Jinping, e exigiu que Pequim “resolva o problema em Hong Kong de maneira humana”.

// RFI

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