A vida secreta dos filhos dos neandertais

(dr) Joe McNally, National Geographic

Em qualquer verão normal, a famosa Praia de Castilla, na Espanha, uma faixa perfeita de areia de 20 km cercada por uma reserva natural e próxima a um centro turístico, estaria coberta de pegadas de turistas.

Mas em junho de 2020, com a proibição de voos internacionais devido à pandemia de covid-19, a praia estava estranhamente tranquila.

Duas biólogas, María Dolores Cobo e Ana Mateos, que passeavam pelo balneário, encontraram, no entanto, várias pegada – estas deixadas por um tipo de visitante bem diferente.

Quando tempestades violentas e marés fortes atingiram a costa sudoeste da Espanha no início de 2020, ondas enormes levaram a areia da base de algumas dunas, expondo uma enorme área rochosa que cobre cerca de 6 mil metros quadrados.

Sua superfície estava repleta de reentrâncias que a dupla de biólogas reconheceu como pegadas: um emaranhado de cascos, garras e patas preservadas na rocha.

Mas quando elas olharam mais de perto, entre as pegadas de animais que se cruzavam havia outras que, surpreendentemente, pareciam humanas.

Além disso, sua posição na parte inferior das camadas rochosas significava que deveriam ter sido deixadas para trás num passado distante.

A datação posterior revelou que a superfície das pegadas foi formada cerca de 80-120 mil anos atrás, o que significa que só poderiam ter sido feitas por neandertais que caminhavam descalços ao longo das margens de uma lagoa ou pântano salgado.

Só nos resta tentar adivinhar o que eles estavam fazendo e para onde estavam indo, mas entre as 87 pegadas encontradas, algumas eram muito menores que as outras. Ou seja, foram deixadas por um grupo que incluía algumas crianças.

Há até relativamente pouco tempo, a vida das crianças neandertais era bastante misteriosa.

Mas uma revolução na arqueologia nas últimas duas ou três décadas começou a revelar detalhes sobre elas.

Buscando comida

Em Matalascañas (centro turístico próximo ao local da descoberta, na Andaluzia), os pesquisadores usaram drones e tecnologia de fotogrametria, juntando imagens de alta resolução, para registrar e criar um modelo digital das pegadas neandertais antes que voltassem a ser engolidas pela areia poucos dias após sua descoberta.

As medições das pegadas revelaram a presença de adultos, mas a maioria, cerca de 71%, eram adolescentes e crianças na faixa de seis anos de idade. O que eles estavam fazendo?

Também havia rastros de animais, mas se encontravam principalmente nas áreas mais úmidas, enquanto as pegadas de neandertal eram ascendentes e se afastavam da beira da água.

Os pesquisadores especulam que eles podiam estar perseguindo animais ou peixes.

As pegadas na água rasa incluem os mais novos, e é possível que eles estivessem ali vigiando e ajudando a buscar alimento, ao mesmo tempo que talvez remavam e mergulhavam, misturando brincadeira com aprendizagem, como fazem as crianças de hoje.

Desenvolvimento semelhante

Graças a uma multiplicidade de métodos científicos como esse (junto com uma pitada de sorte), os arqueólogos estão conseguindo fazer um retrato sem precedentes dos neandertais, da cabeça aos pés.

E uma das maiores mudanças no que se sabia sobre esses parentes próximos da nossa espécie tem a ver com seus filhos.

Para explorar isso mais a fundo, vamos começar do início: como era o desenvolvimento deles?

Os pesquisadores têm uma quantidade relativamente grande de restos mortais de crianças neandertal para estudar.

Se você os alinhasse, veria uma variedade de idades: desde adolescentes, crianças em idade escolar, bebês e até recém-nascidos.

Ao avaliar seus esqueletos, inicialmente pode parecer que o desenvolvimento das crianças neandertais era notavelmente semelhante ao de nossos próprios bebês.

No entanto, algumas características anatômicas, visíveis apenas mediante ampliação, mostram diferenças mais sutis.

Diferenças nos dentes

Desde o primeiro estágio de crescimento, a cada poucos dias, pequenas linhas se formam dentro dos dentes — conhecidas como perikymata.

Usando microscópios e até mesmo síncrotrons, um dos scanners mais poderosos da Terra, os pesquisadores podem contar essas linhas e fazer referências cruzadas com outras partes do esqueleto.

Isso confirmou que os dentes das crianças neandertais se formavam um pouco mais rápido, ainda que por apenas um ou dois dias, do que os dos humanos vivos.

Alguns neandertais, no entanto, aparentemente perderam os dentes de leite um ano ou mais antes.

A maior parte do esqueleto de um menino que viveu no norte da Espanha há cerca de 50 mil anos indica que ele tinha cerca de nove anos quando morreu, mas a perikymata dos seus dentes posteriores e alguns de seus ossos parecem menos desenvolvidos.

Talvez ele fosse apenas um daqueles jovens que espicham na adolescência, mas é um bom lembrete de que, assim como as crianças de hoje comparam quem está mais banguela, os neandertais também cresceram em ritmos variáveis.

Cérebros parecidos

Se fizéssemos um super time-lapse, registrando o crescimento de dois recém-nascidos, um neandertal e outro de qualquer lugar do planeta hoje, perceberíamos que a forma particular de seus corpos se tornou cada vez mais diferente com o tempo.

Embora seja provável que o bebê neandertal fosse coberto por uma penugem suave como nossos bebês, sua cabeça seria mais alongada.

Curiosamente, a modelagem da forma do crânio sugere que, mesmo que as cabeças dos neandertais crescessem ligeiramente mais rápido e tivessem uma forma diferente, seus cérebros não se desenvolviam de maneira distinta dos nossos — o que significa que seus bebês provavelmente alcançaram certos marcos, como sorrir, engatinhar e andar em momentos quase equivalentes aos de hoje.

Se os dois bebês — um neandertal e um humano — tivessem se conhecido, eles seriam capazes de brincar e provavelmente rir juntos.

Comunicação vocal

A primeira palavra de uma criança é um dos momentos mais aguardados da infância, mas será que os neandertais falavam?

Uma variedade de evidências anatômicas aponta para a conclusão de que algum tipo de comunicação vocal era essencial para a vida cotidiana dos neandertais.

Ao reconstruir o trato vocal graças a ossos hioides, uma parte delicada da garganta, identificou-se que os neandertais aparentemente eram capazes de produzir uma variedade de sons de vogais muito semelhantes aos usados ​​pelos humanos hoje.

Além disso, apesar de algumas diferenças no formato interno de seus ouvidos, descobriu-se que sua audição estava sintonizada quase exatamente nas mesmas frequências que a nossa: os sons da fala.

Embora suas primeiras “palavras”, no sentido de sons com significados comumente compreendidos, fossem provavelmente tão simples quanto as dos nossos filhos, uma modelagem da audição indica que os neandertais também podiam detectar consoantes suaves, como os sons de “h”, “t” e “s”.

Esses sons são importantes para separar as sílabas e mais úteis na comunicação cara a cara, sugerindo que, após os murmúrios e choramingos, o balbuciar dos bebês teria se transformado em construções vocálicas mais complicadas.

Isso significa que, se pudéssemos dar uma espiada em uma casa neandertal, reconheceríamos um tipo de linguagem.

Amamentação

Uma das coisas que os pequenos neandertais podem ter começado a falar seria leite.

Como mamíferos, os bebês eram amamentados desde o nascimento, e podemos ver evidências diretas disso graças aos marcadores químicos em seus dentes em desenvolvimento.

De acordo com esses dados, eles passavam a consumir outros alimentos entre quatro e sete meses de idade, o que está alinhado com as tendências atuais.

Como ainda acontece com muitas sociedades tradicionais e de caçadores-coletores, a amamentação continuava na primeira infância e, em pelo menos um caso, potencialmente até os quatro anos de idade.

Mas, para uma criança cujos restos mortais foram encontrados na Bélgica, o marcador químico parou de forma abrupta quando ela tinha pouco mais de um ano de idade, então é bem possível que algo adverso tenha acontecido com a mãe.

Mesmo que a maioria das crianças neandertais fosse desmamada de maneira muito mais gradual, esse poderia ser um momento complicado para a saúde.

Outras amostras dentárias registram alterações nos depósitos de esmalte dos dentes, frequentemente associados a doenças graves, infecção ou má nutrição.

Embora não seja possível determinar as causas em neandertais individuais, as alterações são especialmente comuns em crianças entre três e cinco anos, talvez relacionadas à interrupção da amamentação — o leite provavelmente fornecia um suporte contínuo ao sistema imunológico, mesmo em crianças mais velhas, então sua eliminação pode ter aumentado as chances de doença.

No geral, no entanto, estudos recentes sobre amostras de esmalte alteradas sugerem que as crianças neandertais não sofreram com efeitos de estresse significativamente maiores do que as primeiras populações de Homo sapiens.

Trauma físico

Mas a saúde debilitada era um fato.

Muitos restos mortais de neandertal são prova da existência de uma variedade de doenças e infecções, algumas das quais devem ter resultado em vidas penosas e desafiadoras.

Um homem idoso de La Ferrassie, na França, sofreu uma fratura de clavícula e na parte superior do fêmur, dentro da articulação do quadril, provavelmente como resultado de torcer a perna durante uma forte queda, que deve ter afetado drasticamente sua mobilidade.

No entanto, embora ele provavelmente nunca tenha voltado a caminhar da mesma maneira depois da queda, ele claramente sobreviveu por décadas.

Outro sobrevivente famoso é conhecido como Shanidar 1, de uma caverna no Curdistão iraquiano.

Tinha provavelmente visão parcial, causada por uma lesão por esmagamento no lado esquerdo do rosto, e seu braço direito também apresentava fraturas múltiplas, com a parte inferior completamente ausente.

Além disso, ele tinha a escápula direita malformada, assim como uma clavícula anormalmente pequena e provavelmente cronicamente infectada.

O que aconteceu exatamente com Shanidar 1 não está claro, nem se ele foi vítima de um ou mais acontecimentos terríveis. Mas, mais uma vez, esses traumas não o mataram.

Em vez disso, embora tenha perdido parte do braço, ele se adaptou e continuou a usar a parte que restou, chegando inclusive a envelhecer o suficiente para desenvolver artrite, o que o teria levado a mancar.

O acúmulo de problemas de saúde ao longo da vida talvez não seja surpreendente, mas parece que os neandertais mais jovens também corriam risco de sofrer lesões.

Um menino, cujos restos mortais foram encontrados em 1926 em Gibraltar, morreu quando tinha cerca de 5 anos, possivelmente de fraturas no crânio.

Mas ele já havia sofrido outro acidente grave no início de sua vida: quando era menor, ele quebrou a mandíbula.

É impossível dizer como essas lesões ocorreram, mas claramente, a infância neandertal podia ser perigosa.

O ‘Velho’

No entanto, nem todos os ossos de neandertal apresentam traumas visíveis, e o número total de ferimentos aparentes não é muito diferente daqueles observados em caçadores-coletores que vivem em condições igualmente difíceis hoje.

Além disso, qualquer teoria de que eles tinham uma expectativa de vida baixa é difícil de se respaldar.

Há muitos restos mortais de crianças e jovens adultos, mas também parece que um bom número de neandertais morreu em uma idade relativamente madura, após 50 anos ou talvez mais.

Um deles, conhecido como o “Velho” de La Chapelle-aux-Saints, na França, tinha um único ferimento, uma costela quebrada há muito tempo cicatrizada, mas ainda assim não teve uma vida fácil.

Além de crescimentos ósseos no ouvido que provavelmente estavam causando sua perda auditiva, ela tinha artrite devido a uma longa vida repleta de esforço.

Talvez o mais surpreendente seja que ele também tenha perdido metade dos dentes e sofrido com terríveis abscessos dentais.

Encontrado em 1908, seu esqueleto foi usado para uma reconstrução injustamente primitiva, mostrando uma figura curvada, agressiva e muito semelhante a um macaco.

Embora essa visão do “Velho” tenha sido bastante influente na criação das percepções negativas que ainda persistem sobre os neandertais, ela não corresponde à compreensão moderna de sua biologia.

Fortes e atléticos

Em ótimas condições, eles eram fortes, bastante atléticos e, certamente, nada parecidos com um elo perdido com gorilas ou chimpanzés.

Eles eram totalmente eretos e, embora fossem um pouco mais baixos e apresentassem uma ligeira diferença na forma de andar, os modelos biomecânicos sugerem que eles caminhavam com a mesma eficácia que as pessoas hoje.

Os neandertais certamente se movimentavam muito — não apenas o registro arqueológico indica que alguns lugares foram ocupados por eles por somente algumas semanas, como suas próprias pernas revelam sinais de músculos altamente desenvolvidos.

Para as crianças, isso significaria uma criação em que a “casa” não era apenas em cavernas ou abrigos rochosos, mas em paisagens inteiras, intimamente conhecidas.

Mais pegadas

Na caverna de Theopetra, perto de Tessália, no centro da Grécia, podem ser encontradas pequenas pegadas dispersas. Marcadas ali há cerca de 128 mil anos, elas parecem ser de dois indivíduos diferentes.

Uma era tão pequena que provavelmente foi deixada por uma criança entre dois e quatro anos, enquanto a outra era maior e poderia estar usando uma cobertura nos pés, mas juntas mostram que os pequenos neandertais eram ativos em câmaras distantes das áreas “principais”, perto da entrada da caverna.

A caverna subterrânea de Vârtop, na Romênia, tem pegadas de um adolescente.

Aparentemente sozinho, ele pisou em uma poça de “leite de lua”, uma solução de carbonato de cálcio, que depois endureceu.

Curiosamente, a pegada é o único vestígio que os neandertais deixaram em Vârtop. Será que era um adolescente explorando a escuridão?

Erupção vulcânica

Outras pegadas de neandertal se encontram ao ar livre e, surpreendentemente, a maioria parece pertencer a indivíduos jovens.

As mais antigas são provenientes de depósitos de cinzas vulcânicas do Vulcão Roccamonfiore, na Itália.

Depois que as cinzas e os enormes fluxos de lama expelidos por uma erupção há cerca de 350 mil anos esfriaram, pelo menos três neandertais desceram a encosta, um ziguezagueando, um escorregando e, de vez em quando, apoiando a mão para se equilibrar.

De acordo com a altura calculada a partir do tamanho das marcas deixadas, eles mediam em torno de 1,35 metros, o que provavelmente fazia deles adolescentes, assim como o de Vârtop.

Mas para onde essa pequena gangue de adolescentes estava indo? É bem possível que tenham testemunhado uma erupção terrível, e a direção sugere que estavam abandonando a área.

Mas, por outro lado, o rastreamento das pegadas encosta acima revela que eles vieram de uma área plana onde havia pelo menos 50m com pegadas de animais: talvez as criaturas também apanhadas no desastre estivessem contornando o vulcão.

Vulneráveis ​​naquela substância pegajosa, em busca de uma saída ou comida, teriam sido uma presa fácil para os neandertais.

Talvez aquele jovem neandertal escorregou enquanto carregava uma carga peluda para entregar a um grupo que esperava em outro lugar.

Lugares sem pegadas

No entanto, as pegadas recentes encontradas em Matalascañas, na Espanha, são extremamente especiais, uma vez que podem fornecer a única evidência até agora de que até mesmo crianças pequenas neandertais faziam parte da busca diária de alimentos.

Afinal, eles tinham que aprender de alguma forma.

No entanto, em locais sem pegadas, somos forçados a adivinhar quem estava lá.

É o caso, por exemplo, da região alemã às margens do Lago Schöningen, de 330 mil anos, onde carcaças abatidas de cerca de 20 a 50 cavalos encontradas junto a oito lanças finamente esculpidas são a prova de que o local era um campo de caça, utilizado muitas vezes.

Embora seja impossível ter certeza, podemos imaginar jovens agachados com os olhos bem abertos ao longo da margem, perto o suficiente para ver a matança, ouvir o baque das lanças e sentir o cheiro do suor dos cavalos: aprendendo a ser neandertais.

// BBC

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