Com coronavírus controlado, Islândia parece universo paralelo em “novo normal”

Apesar de se tratar de um pequeno país com pouco mais de 360 mil habitantes, a Islândia tornou-se uma espécie de nação modelo, e se afirma como uma das vanguardas do progresso do mundo: foi a primeira nação a eleger democraticamente uma mulher como presidente, a primeira nação a ter um governo igualitário no número de homens e mulheres, também foi o primeiro país a ter uma primeira-ministra abertamente homossexual, e também o primeiro país a deixar de ter um McDonald’s sequer funcionando por lá.

Agora, diante da crise global do coronavírus, a Islândia segue apontando para o futuro: sem nenhum caso novo de Covid-19 registrado por lá, a vida na Islândia parecer tão normal quanto era antes da pandemia.

Não se trata, porém, de um milagre, mas sim de um imenso esforço governamental: em fevereiro, quando o novo coronavírus chegou no país, a Islândia apresentava uma das maiores medias de contaminação de toda a Europa.

Entre março e abril o país entrou em quarentena, e passou a realizar testes incessantemente, e a traçar e mapear o vírus entre sua população – e não só: quem chegava no país era imediatamente testado e, caso o resultado fosse positivo, o passageiro era imediatamente posto em quarentena de 14 dias.

No dia 15 de junho a quarentena acabou: ainda que atualmente a vida na capital Reykjavík e em outras cidades do país esteja correndo como se a pandemia jamais tivesse acontecido, o protocolo para quem chega ao país segue o rigor supracitado: testes e eventual isolamento, a fim de manter o vírus longe do território e da população islandesa.

Dessa forma, ainda que o turismo siga naturalmente desaquecidos, os restaurantes já estão cheios, os parques recebendo visitantes, a vida parece normal na Islândia.

O país registrou 1,823 casos do novo coronavírus até o dia 20 de junho, com somente 10 mortes e 1,805 pacientes já devidamente recuperados – todos, porém, estão mapeados, controlados e sob tratamento. Trata-se de modelo exemplar, que enfrentou a pandemia com ciência, isolamento e rigor, testando a população, traçando o vírus e cuidando de sua população.

O exato oposto do quem vendo tragicamente feito no Brasil – e, como não poderia deixar de ser, os resultados também são tragicamente opostos.

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