Primeira-ministra da Finlândia quer semana útil de 4 dias e até 6 horas de trabalho

A redução da jornada de trabalho é uma luta dos trabalhadores desde a Revolução Industrial. A ideia de que um trabalhador que fica mais tempo em seu ofício produz mais poderia ser a lógica, mas muitos estudos e experiências têm mostrado que, na verdade, a produtividade pode aumentar quando há redução da jornada de trabalho.

Ao menos, é assim que pensa Sanna Marin. A primeira-ministra da Finlândia – a segunda chefe de estado mais jovem do planeta, com apenas 34 anos – declarou que a jornada de trabalho ideal deveria ser de 6 horas por dia durante 4 dias úteis. Atualmente, o país tem um modelo similar ao brasileiro, com uma jornada de 40 horas semanais (5 dias por semana, 8 horas por dia).

Segundo a premier finlandesa, o modelo pode ajudar a ampliar o bem estar social do país. “Eu acredito que as pessoas merecem passar mais tempo com suas famílias, com as pessoas que elas amam, com seus hobbies e com outros aspectos de suas vidas, como o consumo de cultura. Esse pode ser um grande passo para todos nós no que se refere à vida e ao trabalho”, afirmou ao Parlamento.

A Finlândia segue na contramão de bilionários como Jack Ma, CEO e fundador do Ali Baba, que acredita em uma jornada de trabalho de 72 horas por semana. Entretanto, centenas de estudos demonstram que, quanto maior o tempo de um empregado em seu posto, maior é sua insatisfação, descompromissão e insubordinação no emprego.

O modelo que deve ser implementado na Finlândia garantiu sucesso em outros países. A se observar que o que aconteceu na Suécia um ano após a jornada de trabalho ter sido reduzida para 6 horas foi um grande aumento na produtividade, não gerando perdas para as empresas.

“Tivemos 40 anos de uma semana de trabalho de 40 horas. Hoje temos uma sociedade com índices mais altos de faltas por motivos de saúde e de aposentadoria antecipada”, afirmou Daniel Bernmar, líder de esquerda na Câmara Municipal de Gotemburgo, uma das principais cidades suecas.

O modelo de 3 dias de fim de semana foi levado a cabo pela Microsoft, no Japão, e trouxe benefícios similares à produtividade dentro da empresa de tecnologia.

A New Economic Foundation, uma think thank britânica ligada à valores de esquerda, publicou um estudo garantindo que a jornada semanal de 21 horas (três horas a menos do que a proposta por Marin) seria a ideal para a manutenção da nossa economia, conservação da saúde pública e garantia do meio ambiente.

“Uma jornada de trabalho mais curta iria transformar o ritmo de nossas vidas, remodelaria nossos hábitos e convenção e alteraria de maneira profunda as culturas dominantes de nossa sociedade ocidental. Ajudaria a promover mais justiça social, bem-estar e, no geral, uma vida melhorar, salvaguardando os recursos naturias do planeta e criaria uma economia robusta e certamente, mais próspera”, afirmou a NEF em seu estudo ’21 hours’.

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