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Escavações em Shiloh, Cisjordânia, em busca do tabernáculo onde foi alojada a Arca da Aliança com os Dez Mandamentos
Com pás e muita fé, uma equipe de arqueólogos norte-americanos rebusca a terra nas colinas da antiga cidade Shiloh, na Cisjordânia, seguindo as pistas da Bíblia em busca do tabernáculo onde foram guardadas as tábuas dos Dez Mandamentos.
O trabalho de uma equipe de arqueólogos da ONG Associates for Biblical Research (ABR), completou, recentemente, quatro semanas de escavações. Já com a quinta semana de buscas a decorrer, não há ainda sinal do tabernáculo, mas não falta fé para encontrá-lo, conta o The Times of Israel, jornal que acompanhou os trabalhos de campo.
Várias outras escavações efetuadas na zona, desde o século passado, procuraram em vão sinais do famoso tabernáculo, que teria sido construído para alojar a Arca da Aliança, onde Moisés guardou as famosas tábuas dos Dez Mandamentos que teriam sido escritas diretamente por Deus.
É esta história bíblica que orienta as pesquisas dos arqueólogos da ABR, liderados por Scott Stripling, antigo pastor durante 20 anos e professor na Universidade Batista de Houston, nos EUA.
Ao jornal israelense, Stripling diz que “há quem diga que a Bíblia não é confiável“, mas reforça que para ele e para a sua equipe a Bíblia “é muito rigorosa”. “Estamos encarando a Bíblia como um documento histórico sério, mas as provas são o que são”, acrescenta.
Em declarações à Fox News, Scott Stripling é mais otimista. “Estamos confiantes de que o tabernáculo repousou em Shiloh. Foi instalado em Shiloh em 1400 a.C., Josué o menciona” na Bíblia, destaca o arqueólogo.
“O maior quebra-cabeças do mundo”
Segundo a Bíblia, Moisés indicou os preceitos, segundo o que teria sido dito por Deus, para a construção da Arca da Aliança, onde seriam guardadas as tábuas dos Dez Mandamentos.
Os arqueólogos acreditam que o tabernáculo que alojou a Arca só pode ter sido instalado em Shiloh, que teria sido o grande lugar de oração dos israelitas antes da construção do Primeiro Templo, em Jerusalém.
O livro sagrado afirma também que a Arca da Aliança e o tabernáculo foram venerados durante quase 400 anos, na antiga cidade, e teria sido no local que Ana, que era estéril, agradeceu a Deus pelo nascimento do filho, o profeta Samuel.
No “Livro de Jeremias” e nos “Salmos”, fala-se de uma Shiloh destruída, depois de os israelitas serem derrotados pelos filisteus que, então, arrasaram a cidade e roubaram a Arca da Aliança.
Na semana passada, as escavações trouxeram à luz do dia 10 enormes jarros de cerâmica que seriam anteriores à construção do Primeiro Templo e que os arqueólogos notam que podem ser um indício de que o local foi abandonado abruptamente, como é descrito na Bíblia.
Nas escavações já foram encontradas cerca de 2 mil peças de cerâmica, joias, ferramentas, armas de metal e de pedra, 15 peças de vasos de pedra usados em rituais judeus, 250 moedas, ossos de animais e um kobaat, cálice ritual que pode estar relacionado com práticas religiosas.
Até agora, nem sinal do tabernáculo. “É o maior quebra-cabeças do mundo”, assume Scott Stripling ao diário israelense. Mas com recurso às técnicas arqueológicas mais modernas, incluindo tecnologia digital, os arqueólogos acreditam que podem, finalmente, encontrar provas da história da Bíblia.
Certo é que os arqueólogos estão preparados para escavar durante os próximos 20 anos – o tempo que duraram expedições anteriores realizadas pela ABR na zona.
Ciberia // ZAP