Objetos escondidos por prisioneiros são descobertos em Auschwitz

jechstra / Flickr

A entrada do antigo campo de concentração de Auschwitz, na Polônia

Talheres e outros itens encontrados num duto de chaminé de um dos blocos daquele que foi o maior campo de extermínio nazista podem revelar detalhes sobre a vida no local, onde mais de um milhão de pessoas morreram.

Durante trabalhos de restauração no antigo campo de concentração nazista de Auschwitz, na Polônia, foram encontrados objetos escondidos por prisioneiros, alguns dos quais podem ter sido usados para planejar fugas, anunciou nesta terça-feira (19/05) o Fundo Nacional da Áustria para Vítimas do Nazismo.

Em 21 de abril último, foram encontrados colheres, facas, garfos, tesouras, pedaços de couro e de sapatos, entre outros objetos, escondidos num duto de chaminé do bloco 17, disse Hannah Lessing, secretária-geral do Fundo Nacional, responsável pelo restauro.

“Estes utensílios, mantidos longe da vista da [organização paramilitar] SS, talvez tivessem sido usados por sapateiros, para preparar uma fuga ou simplesmente para comer“, disse Lessing.

“Não foi por acaso que uma chaminé foi usada como esconderijo no mesmo prédio onde os limpadores de chaminés estavam alojados”, disse Johannes Hofmeister, o consultor do fundo.

Atualmente, a exposição austríaca de longa data no térreo do bloco 17 está sendo renovada e deverá ser concluída em 2021.

Os objetos encontrados foram entregues ao museu do memorial mas não farão parte da mostra, comunicou o Fundo Nacional, afirmando que “mais uma peça de mosaico sobre a história do edifício foi encontrada”. Nas últimas décadas foram descobertos inúmeros objetos no local.

Lessing indicou que os objetos podem servir de ilustração da vida no campo, que possui várias facetas ainda desconhecidas.

O campo de concentração e extermínio de Auschwitz-Birkenau é considerado um símbolo do Holocausto em todo o mundo. Estima-se que cerca de um milhão de judeus morreram na instalação que a Alemanha nazista montou na Polônia ocupada em 1940 e que se tornou o maior campo de extermínio nazista.

Mais de 100 mil outras pessoas, incluindo homossexuais, membros das etnias sinti e roma, prisioneiros de guerra soviéticos e combatentes antinazistas também morreram no local.

Além do museu existente desde 1947, o campo conta com exposições de diferentes países envolvidos na Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Em 1979, ele foi classificado como Patrimônio da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

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