Em “nome da nação”, Trump pede desculpas a Kavanaugh pelo “sofrimento terrível”

Shawn Thew / EPA

O presidente dos Estados Unidos pediu desculpas, em nome do país, a Brett Kavanaugh, que é acusado por três mulheres de agressão sexual. Donald Trump mencionou o “sofrimento terrível” que o juiz teria passado.

“Em nome da nossa nação, desejo apresentar desculpas a Brett e ao conjunto da família Kavanaugh, pela dor e pelo sofrimento terríveis que foram obrigados a suportar”, declarou Trump na Casa Branca, antes do juramento do juiz, de 53 anos, confirmado no sábado (6) pelo Senado, depois de uma intensa luta política.

Trump declarou também que Kavanaugh tinha sido “apanhado em uma falsificação montada pelos democratas”, considerando que as alegações de má conduta sexual contra o juiz “foram todas falsificadas, [o caso foi] fabricado e é uma desgraça”.

Kavanaugh foi acusado por várias mulheres de agressão sexual, incluindo uma professora universitária californiana, que testemunhou sob juramento que Kavanaugh tentou atacá-la durante uma festa de colégio há décadas. Kavanaugh negou todas as alegações.

Com todos os juízes presentes, o presidente norte-americano declarou que Kavanaugh foi vítima de uma “campanha de destruição política e pessoal baseada em mentiras”. “Sob escrutínio histórico, [Kavanaugh] foi provado inocente”, declarou Trump, que tinha chegado a considerar credível o depoimento da professora.

Fraude fabricada pelos democratas

Durante uma cerimônia de posse transmitida para as câmeras, Kavanaugh assegurou ao público norte-americano que será “justo e imparcial”, afirmando que o Supremo Tribunal “não é uma instituição política ou partidária”.

“O Supremo Tribunal é uma equipe de nove pessoas. E eu sempre serei um membro da equipe, dessa equipe de nove. O processo de confirmação no Senado foi controverso e desgastante. Esse processo acabou”, declarou.

O Senado norte-americano ratificou no sábado a indicação de Kavanaugh, numa votação acirrada (50-48).

Foi, assim, o fim de um processo de indicação que desencadeou protestos em massa, uma investigação do FBI e uma avaliação nacional sobre poder, gênero e agressão sexual. Ocorre também a menos de um mês de eleições, a meio mandato, que vão determinar que partido vai controlar o Congresso.

Os democratas da Casa dos Representantes prometeram aprofundar as investigações sobre as denúncias de várias mulheres contra Kavanaugh se ganharem a maioria nas eleições intercalares de novembro.

No Senado, os republicanos detêm uma maioria de 51 para 49, com vários assentos em disputa no escrutínio do próximo mês. À exceção do senador da Virgínia Ocidental Joe Manchin, todos os democratas votaram contra a indicação do novo juiz para o Supremo Tribunal dos Estados Unidos.

Ao deixar a Casa Branca ao início do dia para uma viagem à Florida, Trump afirmou que Kavanaugh foi “pego em uma fraude fabricada pelos democratas“.

Ciberia, Lusa // ZAP

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